
Na quarta-feira (20/5), uma expressiva mobilização de movimentos estudantis e sindicatos tomou as ruas da zona oeste de São Paulo, revelando um profundo descontentamento com a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos). O evento, que contou com a participação de cerca de 30 mil pessoas, teve início no Largo da Batata e culminou nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.
Durante a marcha, manifestantes incineraram um boneco que representava o governador, como forma de protesto às suas políticas educacionais, especialmente frente às greves na Universidade de São Paulo (USP) e na Universidade Estadual Paulista (Unesp). A pressão no governo se intensificou, enquanto palavras de ordem ecoavam pelas avenidas, cobrando melhorias na educação. A presença ostensiva da Polícia Militar aumentou a tensão e gerou confrontos, descritos como “provocadores” pelos participantes.
Com bandeiras e tambores, estudantes e professores tomaram as ruas, levantando questões sobre a qualidade das instalações educacionais e a gestão dos recursos. Eles se manifestaram também contra a “autonomia universitária” citada por Tarcísio, que defendeu uma alocação financeira que atende a interesses específicos, em vez de contemplar as demandas dos estudantes. A greve da USP, que começou em abril, expressa a luta por melhores condições de permanência e igualdade no tratamento entre docentes e alunos.
Ato de Negociação e Reivindicações
Por volta das 20h30, uma comissão de seis estudantes e dois advogados foi formada para negociar com a PM. Entre as reivindicações apresentadas, estavam pautas dos diretórios centrais de estudantes e um pedido de retratação pública pela repressão à reintegração da reitoria da USP, além do fechamento de um inquérito policial contra estudantes. O resultado dessas negociações ainda não havia sido divulgado até o fechamento desta matéria.
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Conflitos e Reações
Entre os eventos da manifestação, uma briga entre o influenciador Robson Calabianqui, conhecido como “Fuinhar”, e os manifestantes chamou a atenção. O tumulto que se seguiu ilustrou a frustração crescente no ar, com um dos integrantes de segurança do influenciador agredindo um manifestante. Tarcísio, por sua vez, minimizou a greve, afirmando que “não entra na sua cabeça” a ação, referindo-a como uma “perda de oportunidade” para os estudantes.
Em um momento crucial, ele atacou a educação e falou sobre investimentos em rodovias, deixando clara sua postura sobre a autonomia das universidades. Entretanto, a um custo de R$ 239 milhões anuais para recompensar apenas professores, a insatisfação dos estudantes continua a crescer.
Os protestos se intensificaram, com uma nova mobilização na Avenida Paulista, destacando a união entre estudantes e servidores públicos. A luta por igualdade e condições adequadas de ensino em São Paulo se tornou uma batalha simbólica, chamando a atenção para a urgência em ouvir e atender as demandas da comunidade acadêmica. Qual será o próximo passo do governador em resposta a essa onda de insatisfação?