Base de Nunes reúne 31 adesões para recondução de Teixeira na Câmara

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O cenário político na Câmara Municipal de São Paulo está prestes a se agitar. A base do prefeito Ricardo Nunes (MDB) alega ter reunido 31 assinaturas de vereadores em apoio à recondução de Ricardo Teixeira (União) à presidência da Casa. Com a eleição da Mesa Diretora marcada para 15 de dezembro, a disputa promete ser acirrada, especialmente pelo racha evidente entre aliados de Nunes e o União Brasil, liderado pelo ex-vereador Milton Leite.

O movimento em favor de Teixeira vai na contramão do desejo de Leite, que almeja ver seu protegido, Silvão Leite (União), no comando. Leite argumenta que um acordo prévio com Nunes, acordado em troca do apoio à sua reeleição em 2024, garantiria à minibancada do União a presidência da Câmara. Contudo, os membros do União reclamam de um rodízio interno que prevê a alternância entre seus vereadores, com Silvão como o candidato ideal. Mesmo sendo parte do União, Teixeira é visto como mais próximo do governo.

João Jorge (MDB), vice-presidente da Câmara, afirma que as 31 assinaturas estão oriundas de 10 partidos e acredita que mais dez vereadores, incluindo oito do PT, também se comprometerão a apoiar Teixeira. Ele pontua que o nome dele se destaca pela administração democrática e inclusiva que vem exercendo, o que o torna uma escolha natural para a presidência. A expectativa é que as sessões legislativas, retomadas após o feriado, consolidem ainda mais seu apoio.

A proposta de reeleição de Teixeira cria tensões, com líderes aliados a Nunes contestando a validade do suposto acordo de Leite. Enquanto isso, MDB e PL, duas das maiores bancadas, articulam movimentos para garantir uma transição de poder favorável a Teixeira, com a intenção de reverter o controle do União após 2026. O embate se intensifica à medida que Milton Leite insiste que seu partido não abrirá mão do rodízio e que Teixeira deve honrar compromissos anteriores.

Recentemente, uma alteração no regimento interno da Câmara que permite a reeleição à presidência por apenas mais um ano foi aprovada, reduzindo a influência de Leite. Essa medida, aprovada antes do recesso, resgata regras previamente em vigor que evitam um domínio prolongado. Isso se alinha ao desejo de Nunes de que alguém de sua confiança assuma a presidência, especialmente por conta da possibilidade de deixar o cargo para disputar o governo do Estado no próximo ano.

É um momento crítico, onde a presidência da Câmara se torna cada vez mais relevante. O futuro político de Nunes e suas alianças poderão ser decididos nas próximas semanas. E você, o que acha que vai acontecer? Deixe seu comentário e participe desta conversa!

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