A polêmica retirada da ciclovia da Avenida Afonso Pena em Belo Horizonte
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Belo Horizonte – A decisão do prefeito Álvaro Damião (União Brasil) de demolir a ciclovia na Avenida Afonso Pena tem gerado uma forte divisão de opiniões entre moradores e ciclistas. Enquanto alguns defendem a medida, outros criticam e acionam a Justiça, alegando a importância da estrutura para a mobilidade urbana.
Nas redes sociais, as reações foram intensas. Usuários se dividiram entre aplausos e críticas à decisão. Um internauta declarou: “Primeira decisão acertada do prefeito! Devemos comemorar!”. Outro comentou sobre os desafios enfrentados por motoristas, especialmente aqueles que transportam pacientes para unidades de saúde: “Nós, motoristas da saúde, agradecemos. Parabéns, prefeito!”.
Por outro lado, muitos moradores e ciclistas expressaram revolta. Comentários como “Parabéns por incentivar a intolerância contra quem está de bicicleta” e “Como fica o ciclista que precisa se deslocar pela Afonso Pena?” mostram a insatisfação com a remoção da ciclovia.
O especialista Silvestre Andrade, engenheiro e consultor em trânsito, analisa que a retirada traz tanto benefícios quanto desvantagens. Ele aponta que, embora aumente o espaço para veículos, pode prejudicar a mobilidade ciclística: “A manutenção das ciclovias pode incentivar o uso da bicicleta ao longo do tempo”.
Diante da situação, o movimento Ciclo Rota BH já protocolou na Justiça um pedido para impedir a retirada da ciclovia, argumentando que ela foi construída com recursos públicos e está prevista em lei. Além disso, entidades ligadas à mobilidade estão coletando assinaturas para solicitar a análise do caso ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG).
A Prefeitura de Belo Horizonte, em nota, destacou que a decisão se baseou em estudos técnicos que apontaram impactos negativos da ciclovia no trânsito local. Segundo a administração, a estrutura ocupa cerca de 12% da pista, comprometendo a capacidade operacional da avenida, que já enfrenta sobrecarga em horários de pico.
Além das 40 linhas de transporte coletivo que circulam diariamente, a proximidade de hospitais também foi fator considerado, pois limita a capacidade de resposta de ambulâncias e bombeiros na região.
Por fim, a questão da ciclovia já passou por decisões judiciais. Em abril de 2024, o Ministério Público de Minas Gerais pediu à Justiça a suspensão das obras. Apesar de a Justiça ter rejeitado o pedido liminar, a Prefeitura decidiu interromper os trabalhos.
O que você pensa sobre a retirada da ciclovia? Deixe sua opinião nos comentários e participe dessa discussão importante para a mobilidade urbana de Belo Horizonte!