Em 1977, um álbum revolucionou o cenário musical brasileiro: “Bicho”, de Caetano Veloso. Lançado em um Brasil sob regime de ditadura, no auge da moda disco, o disco representou uma escolha audaciosa. Com 35 anos, Caetano se aventurou a unir ritmos da música africana – explorados em uma viagem à Nigéria – com a energia contagiante da disco music.
Apesar de sua intenção artística, a recepção foi fria. Críticos e militantes da esquerda acusaram-no de alienação e de se desviar do ativismo esperado. Contudo, “Bicho” se impôs como uma obra complexa, onde as batidas não eram mero escapismo, mas uma poderosa síntese cultural.
Clássicos eternos como “Odara”, carregada de alegria, e “Um Índio”, que aborda identidade e futuro, marcam a essência do disco. “Gente” é um manifesto vibrante e provocativo, ecoando a frase “gente é pra brilhar, não pra morrer de fome”; enquanto “O Leãozinho” exalta a delicadeza e “Tigresa” celebra o hedonismo poético.
Com “Bicho”, Caetano fez uma afirmação poderosa: dançar é também um ato político. Hoje, entendemos o álbum como uma das expressões mais livres e inventivas de sua trajetória. No Festival Estilo Brasil, onde se apresentará no dia 11 de dezembro, Caetano celebrará essa liberdade estética, provando que, desde os anos 70, sua música nos ensina a conectar o corpo e a mente em uma mesma dança.
O Festival Estilo Brasil, apresentado pelo Banco do Brasil Estilo e com a realização do Metrópoles, promete ser uma celebração da criatividade e da resistência. Não perca a oportunidade de vivenciar essa experiência única.
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Programação
Caetano Veloso
11 de dezembro
Liniker
14 de dezembro
Festival Estilo Brasil
Local: Ulysses Centro de Convenções
Ingressos: Bilheteria Digital