A primeira noite de desfiles do Grupo Especial do Carnaval de São Paulo deste ano conta com sete escolas, entre elas a Rosas de Ouro e a Acadêmicos do Tatuapé, campeã e vice, respectivamente, em 2025. A abertura teve a estreante Mocidade Unida da Mooca (MUM), seguida de Colorado do Brás, Dragões da Real e Acadêmicos do Tatuapé.
Punida com a perda de 0,5 ponto por não entregar as pastas referentes ao desfile no prazo correto, a Rosas de Ouro foi a quinta escola a entrar na avenida, com disposição para superar as adversidades. Por causa de um vazamento de óleo na pista provocado por um carro da Tatuapé, houve atraso de 40 minutos na entrada da escola da Freguesia do Ó.

![]()
1 de 12
Desfile da Acadêmicos do Tatuapé
Divulgação/Felipe Araújo/Liga-SP
2 de 12
Desfile da Acadêmicos do Tatuapé
Divulgação/Woody Henrique/Liga-SP
3 de 12
Desfile da Acadêmicos do Tatuapé
Divulgação/Woody Henrique/Liga-SP
4 de 12
Desfile da Dragões da Real
Divulgação/Felipe Araújo/Liga-SP
5 de 12
Desfile da Dragões da Real
Divulgação/Felipe Araújo/Liga-SP
6 de 12
Desfile da Dragões da Real
Divulgação/Felipe Araújo/Liga-SP
7 de 12
Desfile da Colorado do Brás
Divulgação/Felipe Araújo/Liga-SP
8 de 12
Desfile da Colorado do Brás
Divulgação/Felipe Araújo/Liga-SP
9 de 12
Desfile da Colorado do Brás
Divulgação/Felipe Araújo/Liga-SP
10 de 12
Mocidade Unida da Mooca
Divugação/Felipe Araújo/Liga SP
11 de 12
Mocidade Unida da Mooca
Divugação/Felipe Araújo/Liga SP
12 de 12
Mocidade Unida da Mooca
Divugação/Felipe Araújo/Liga SP
Mocidade Unida da Mooca
A Mocidade Unida da Mooca (MUM) fez uma grande estreia no Grupo Especial e levantou o Anhembi ao dar para o público a oportunidade de cantar com força o samba-enredo, com cuíca roncando ao fundo, parada da bateria e punho cerrado dos integrantes, símbolo universal da luta antirracista.
Um tripé simbolizando a criação foi o primeiro dos grandes destaques do desfile, que prestou homenagem ao Geledés, o Instituto da Mulher Negra. Outra alegoria, toda feita em bambu, representando orixás, chamou a atenção. No fim, a escola teve que se apressar para cruzar o portão sem estourar o tempo máximo de desfile, o que pode tirar décimos em Evolução.
Colorado do Brás
A Colorado do Brás assombrou desde o início do desfile ao mostrar a história das bruxas e como mulheres com saberes profundos foram estigmatizadas ao longo do tempo. De cara, 15 homens representaram bruxas na comissão de frente, justamente para fazê-los sentir na pele o que as mulheres sofreram ao longo dos tempos. O ator Taiguara Nazareth estava entre eles, ficando suspenso no ar.
A ala das baianas se destacou entre as demais. Com fantasia encantadora, as integrantes se transformaram em corujas, abrindo as asas, simbolizando sabedoria. Sucesso também fez o carro alegórico com uma convenção de bruxas, trazendo exemplos presentes na cultura pop, como a Bruxa do 71, Cuca e Úrsula.
Dragões da Real
A Dragões da Real fez um desfile em homenagem às lendárias guerreiras icamiabas, que enfrentaram invasores na região do Amazonas ainda no século 16. Uma comissão de frente representando um ritual de fertilidade, com mulheres se banhando e surgindo a partir do lodo, dando origem ao mito.
A escola trouxe no abre-alas o seu símbolo, um dragão soltando fumaça pelas ventas com 12 metros de comprimento e 9 metros de altura. Ele ganhou a companhia de lagartos típicos da região amazônica. De forma geral, a agremiação conseguiu manter elevado o nível de qualidade das alegorias, sempre um dos grandes trunfos do carnavalesco Jorge Freitas, multicampeão dos desfiles em São Paulo.
Acadêmicos do Tatuapé
Quarta escola a entrar na avenida, a Acadêmicos do Tatuapé contou com a parceria do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para mostrar a importância da reforma agrária, contra a concentração de terra nas mãos de poucos. Um enredo de forte crítica social, executado à perfeição na luta da agremiação pelo título escapou nos critérios de desempate em 2025.
A escola trouxe a velha guarda já na primeira ala, logo após a comissão de frente que representou um broto de onde surgiram os homens. O abre-alas chamou a atenção pelo gigantismo, com fauna, flora e o sopro divino, numa representação de deus Tupã. “O lavoura, ê, lavoura” do refrão ecoou com força no Anhembi. No fim, alimentos de verdade apresentados no desfile seriam doados para quem precisa.
Desfiles
O Anhembi receberá também ao longo da madrugada outras três escolas, que prometem levantar a arquibancada.
Os desfiles devem terminar já ao amanhecer, quando a Barroca Zona Sul estiver na avenida.
Na noite deste sábado (14/2), mais sete agremiações fecham o Grupo Especial do Carnaval de São Paulo, com destaque para Gaviões da Fiel e Mocidade Alegre.











