
No dia 28 de outubro, o Rio de Janeiro foi palco da megaoperação Contenção, que culminou com a prisão de 113 suspeitos e a morte de 121 pessoas nos complexos do Alemão e da Penha. Essa ação, sem precedentes em termos de violência, mobilizou as autoridades de segurança pública e gerou intensa cobertura da mídia, com coletivas de imprensa conduzidas pelo secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, Felipe Curi. Durante essas aparições, Curi fez questão de esclarecer os fatos e responder às críticas, principalmente sobre as especulações acerca de sua possível entrada na política.
Em uma conversa franca, Curi desmentiu os rumores, classificando-os como tentativas de politizar uma operação que, segundo ele, resulta de uma investigação que durou mais de um ano. “É uma grande mentira. Como se pode politizar uma ação que vem de um trabalho técnico e bem fundamentado?”, indagou ele. Para Curi, sua trajetória na Polícia Civil é marcada pela dedicação ao trabalho e não a ambições políticas.
“Minha carreira é técnica e sempre será orientada pelo meu serviço. Fui chamado para ocupar cargos por conta do meu desempenho, e isso é o que realmente importa”, afirmou. Ele expressou sua aversão à política, dizendo que evita qualquer envolvimento nesse mundo, preferindo focar na segurança pública e no bem-estar da sociedade.
Sobre os resultados da operação, Curi trouxe uma perspectiva ousada. Ele compartilhou que os moradores das comunidades afetadas expressaram satisfação com os desdobramentos da ação policial. “Cerca de 90% dos moradores aprovaram a operação. O verdadeiro vencedor aqui é o morador da favela”, declarou ele, ressaltando que, pela primeira vez, a voz da comunidade foi ouvida diretamente, sem intermédios. “Eles cansaram de ser representados por outros”, completou.
Entretanto, a operação não veio sem controvérsias. Grupos começaram a classificar essa ação militarizada como uma “chacina”, o que gerou uma dura resposta de Curi. “Quem tenta rotular como chacina ou massacre não sabe o que fala. Estávamos cumprindo ordens judiciais. Os que não reagiram foram detidos, e os que opuseram resistência foram neutralizados”, explicou.
Curi ainda defendeu a honra dos aproximadamente 2.500 policiais envolvidos, além de lamentar as perdas de vidas entre seus pares. Ele enfatizou que a operação Contenção é parte de uma política pública maior, que começou em abril deste ano, e que já resultou na prisão de mais de 500 pessoas, com a apreensão de armas e munições, bem como o bloqueio de R$ 6 bilhões ligados ao Comando Vermelho.
O secretário finalizou destacando que a intenção é desestabilizar financeiramente a facção criminosa e conter sua expansão, reforçando a importância desse tipo de ação para a manutenção da ordem e segurança pública. Agora, queremos saber: o que você pensa sobre a operação Contenção e as declarações do secretário? Comente abaixo!