O Fundo de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP-DF) notificou a produtora do filme *Dark Horse*, presidida por Karina Ferreira da Gama, em relação a um contrato de R$ 5 milhões com o Instituto Conhecer Brasil (ICB). A notificação aponta um débito preliminar de R$ 1 milhão, devido à não apresentação da prestação de contas final pelo instituto, apesar de avisos prévios da Administração Pública.
O ICB firmou o contrato com a FAP-DF e a Secretaria de Educação do DF, visando desenvolver um programa educacional. Em 12 de junho, a FAP-DF enviou uma notificação alertando sobre a omissão em prestar contas, mesmo após diversas solicitações. Em resposta, a ONG contesta a interpretação da FAP, afirmando que as comprovações necessárias foram apresentadas.
Uma análise técnica realizada pela Secretaria de Educação revelou a “inexecução integral das ações” acordadas, especificamente em relação a um termo aditivo de R$ 1 milhão. A FAP-DF informou que irá realizar uma análise complementar para verificar a execução do contrato.
“Concluída essa etapa, se for identificado valor a ser ressarcido, a organização será notificada novamente, com um novo prazo para manifestação, respeitando os princípios do contraditório e da ampla defesa”.
O ICB reafirmou sua posição sobre a realização das atividades e a apresentação das evidências perante os órgãos competentes. Assegurou ainda que mantém um diálogo constante com as instituições envolvidas e segue apresentando a documentação necessária.
Entenda o contrato
O contrato celebrado entre o ICB e o GDF, inicialmente no valor de R$ 4 milhões, foi assinado em 2023. Em 2025, o valor foi acrescido em mais R$ 1 milhão. O projeto, chamado *Steam Maker*, tinha como propósito transformar ambientes sociais, estimulando competências educativas por meio da metodologia maker.
Em 2026, o ICB também enfrentou investigações da Polícia Civil por suspeitas de desvios relacionados a outro contrato, no valor de R$ 108 milhões, para instalação de wi-fi em comunidades de São Paulo. As apurações indicaram irregularidades significativas desde a origem do contrato.
Diante dessa situação, é lícito questionar: quais as consequências que essa notificação poderá ter para a produtora e para as atividades do ICB? A história ainda está em andamento, e novas revelações podem surgir a qualquer momento. O que você pensa sobre esse caso? Compartilhe sua opinião!

