Uma pesquisa recente do Datafolha revela que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está em uma posição confortável para a reeleição, com mais de 52% dos votos válidos, colocando-o à frente de Fernando Haddad (PT), que conta com 34%. A pesquisa aponta não apenas a popularidade do governador, mas também o aumento da rejeição ao ex-prefeito de São Paulo, acrescentando um novo cenário à corrida eleitoral.
Segundo o levantamento, a avaliação da gestão de Tarcísio é considerada positiva por 45% dos eleitores, o mesmo índice da pesquisa anterior. A falta de um candidato alternativo também contribui para sua vantagem, uma vez que a disputa se configura entre ele e Haddad, ex-ministro de Lula. Ademais, a rejeição de Haddad subiu de 38% para 47% em apenas alguns meses, levantando preocupações sobre sua viabilidade como candidato.
Mais relevante ainda, a desistência dos pré-candidatos Paulo Serra (PSDB) e Kim Kataguiri (Missão) fortaleceu a posição de Tarcísio, que poderia ter uma disputa menos acirrada. No entanto, essa ausência de concorrência, embora favoreça Tarcísio, também apresenta divisões dentro de seu próprio partido. O presidente do PSDB, Aécio Neves, criticou publicamente a decisão de Serra de não concorrer, o que sugere um descontentamento sobre a estratégia eleitoral.
Outro ponto importante da pesquisa é que os eleitores em São Paulo parecem ser mais influenciados por Jair Bolsonaro do que por Lula. A pesquisa indicou que 27% dos eleitores prefeririam seguir candidatos apoiados por Bolsonaro, enquanto apenas 19% afirmaram o mesmo sobre candidatos de Lula. Essa dinâmica pode ser decisiva na hora da votação, pois a rejeição a candidatos ligados a Bolsonaro também é significativa, alcançando 49%, enquanto a rejeição a Lula é de 54%.
A pesquisa foi realizada entre 1º e 3 de julho, com 1.608 entrevistados em 71 municípios do Estado, e possui uma margem de erro de 2 pontos percentuais, registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O panorama atual sugere um cenário desafiador para Haddad e um campo favorável para Tarcísio, que deve ser observado ao longo dos próximos meses até as eleições.
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