Durigan condena sanções dos EUA a brasileiros acusados de ligação com o PCC

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, expressou críticas contundentes à recente imposição de sanções pelos Estados Unidos a brasileiros e empresas supostamente ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele defende que o combate ao crime organizado deve ser gerido por autoridades brasileiras, ressaltando que essas ações unilaterais podem prejudicar empresas que atuam legalmente no Brasil.

Durante uma entrevista à TV Record, Durigan enfatizou que é papel das instituições brasileiras, como a polícia e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), liderar os esforços na segurança pública. Ele destacou que a cooperação internacional deve se limitar à troca de informações, evitando intervenções diretas.

“Quem tem que cuidar de segurança pública no Brasil são os brasileiros. É a polícia brasileira, são os investigadores brasileiros…”, afirmou Durigan.

O ministro também alertou sobre as consequências das sanções, que, segundo ele, poderiam afetar empresas legais. “E se eles, a pretexto de que estão combatendo o PCC, atingirem uma empresa legal? O cidadão não sabe como recorrer”, questionou.


Sanções dos EUA

  • As críticas de Durigan surgiram logo após o Departamento do Tesouro dos EUA anunciar sanções contra dois brasileiros, três empresas no Brasil e uma em Portugal, devido a suposto envolvimento em uma rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.
  • Essa ação marca a primeira vez que Washington classifica o PCC e o Comando Vermelho como Organizações Terroristas Estrangeiras.
  • A estrutura investigada teria movimentado mais de US$ 30 milhões oriundos do tráfico internacional de drogas.
  • Os alvos incluem Victor Henrique de Oliveira Shimada, considerado elo entre o PCC na Flórida e traficantes internacionais, e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, apontada como colaboradora.
  • As empresas impactadas incluem Victory Trading Intermediação de Negócios e Pixwave Soluções de Pagamentos.

Com a aplicação dessas sanções, todos os bens e interesses dos sancionados sob jurisdição dos EUA ficam bloqueados, além de que cidadãos e empresas americanas estão proibidos de realizar transações com os alvos. Essa decisão, segundo fontes do Departamento de Estado, possibilita ações contra aqueles que mantêm relações com as facções brasileiras.

Diante dessas circunstâncias, qualquer pessoa ou empresa, sejam elas norte-americanas ou estrangeiras, que realizar transações com esses grupos pode enfrentar sanções e até deportações do território dos EUA. A situação gera um clima de apreensão e incerteza entre empresários e cidadãos.

E você, o que acha sobre as sanções e suas possíveis consequências? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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