Empresários se manifestam sobre as mudanças no VA e VR

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Uma mudança significativa no Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) foi apresentada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Agora, novos decretos prometem revolucionar a experiência de milhares de trabalhadores que dependem do vale-alimentação (VA) e do vale-refeição (VR). Essa reestruturação é bem-vinda por entidades como a Associação Nacional de Restaurantes (ANR), que vê nesta iniciativa uma oportunidade para aliviar o setor e, consequentemente, beneficiar os consumidores.

Entre as inovações, destaca-se a fixação de um teto para as taxas cobradas nas transações, além da redução no prazo de repasse aos estabelecimentos. A interoperabilidade, que permitirá o uso de um único cartão em diversas maquininhas, é outro avanço que traz liberdade e conveniência ao trabalhador.

“As altas taxas e o longo prazo de recebimento corroem as margens, prejudicando especialmente os pequenos e médios negócios”, avalia Erik Momo, presidente da ANR, ressaltando como essas mudanças podem reduzir os preços finais para os consumidores.

Com a nova taxa de 3,6% e um prazo de repasse de apenas 15 dias, os restaurantes poderão administrar melhor seus custos e, com isso, abrir mais opções de aceitação de vales. A Câmara Brasileira de Benefícios ao Trabalhador (CBBT) afirma que essa mudança irá estimular a aceitação dos vales, proporcionando mais opções aos consumidores na escolha de onde gastar seu benefício.


  • O novo sistema de interoperabilidade vai permitir que trabalhadores usem seus cartões em praticamente qualquer maquininha, independentemente da bandeira, a partir de até 360 dias;
  • O prazo de repasse das vendas será reduzido para 15 dias corridos;
  • As taxas para transações com VR e VA foram limitadas a 3,6%, com uma taxa de intercâmbio de no máximo 2% e proibição de cobranças adicionais.

O iFood, em resposta às mudanças, comemorou a iniciativa do governo e ressaltou que a redução nas taxas beneficiará tanto os trabalhadores quanto os comerciantes locais. Isso significa que, agora, os trabalhadores poderão usar seus vales em uma variedade ainda maior de estabelecimentos, valorizando a economia local e ampliando suas opções.

Contudo, nem tudo são flores. A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) manifestou preocupações em relação a essas novas regras. Segundo a entidade, o tabelamento de preços pode gerar efeitos adversos, incluindo um aumento na judicialização das normas, que podem prejudicar todos os envolvidos no processo.

As mudanças no PAT são uma oportunidade para refletirmos sobre o equilíbrio necessário entre os interesses dos trabalhadores, das empresas e do governo. O que você pensa sobre essas alterações? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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