Em um universo musical que flutua entre passado e presente, Tim Bernardes se destaca como um artista que compõe em um espaço atemporal. Em uma conversa reveladora, ele compartilhou sua visão única sobre a ligação entre memória e criação. Às vésperas de seu show em Brasília, no Festival Estilo Brasil, ele reflete sobre a ressignificação de suas canções e a conexão com o público.
“Quando eu vou escrever, é como se estivesse observando a vida em um panorama amplo. O que compomos não é apenas para agora; essas músicas podem ecoar por séculos”, explica Bernardes. Para ele, a música é um testemunho da passagem do tempo, um “retrato” que transcende gerações.
As colaborações de Tim, que incluem ícones como Gal Costa e a banda Fleet Foxes, revelam sua busca pela liberdade criativa. “Quando escrevo para outros artistas, sinto-me mais aventureiro. Essas parcerias me permitem explorar diferentes facetas de minha arte”, destaca, enfatizando o crescimento que surge dessas trocas.
O músico também fala sobre a essência mutável de suas canções: “Elas ganham novos sentidos conforme novos ouvintes as descobrem. O público traz interpretações próprias, e isso é a parte mais bela — essas músicas permanecem vivas.”
Com mais de dez anos de trajetória, Tim Bernardes se firma como uma das vozes mais sensíveis da nova música brasileira, navegando entre o íntimo e o universal em busca de tranquilidade no meio do caos contemporâneo.
Ao refletir sobre o mundo acelerado em que vivemos, ele expressa: “Apesar da corrida atual, existe uma sede por experiências atemporais. Esse espaço de leveza é o que busco ao fazer música.”
O Festival Estilo Brasil, que conta com a participação de Tim Bernardes, é uma celebração musical imperdível. O evento ocorre em Brasília, no dia 8 de novembro, e promete reunir grandes nomes da música brasileira, como os Paralamas do Sucesso e Dado Villa Lobos, em uma apresentação que homenageia 40 anos de clássicos.
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