
“Quero me dar ao direito de envelhecer em paz.” Essas palavras de Fernanda Lima ecoaram no coração de quem participou da quinta edição do Metrópoles Talks, um evento inspirador realizado no Teatro Bravos, em São Paulo. Sob o tema “Amor Sem Roteiro”, a apresentadora compartilhou reflexões valiosas sobre o tempo, revelando sua felicidade em experimentar o processo de envelhecer. “Estou adorando envelhecer. Não é fácil, mas há descobertas surpreendentes. Gosto muito do que minha vida está se tornando”, disse, mostrando que a aceitação do tempo é um dos passos mais importantes para uma vida enriquecedora.
Durante uma conversa descontraída, Fernanda mergulhou em sua própria trajetória, ressaltando a influência de uma infância cheia de amor na criação de seus três filhos com Rodrigo Hilbert. Ao falar sobre seus desafios profissionais, ela recordou sua chegada a São Paulo como modelo, surpresa e curiosa pela nova cidade e suas pessoas.
O programa Amor & Sexo, que ela apresentou na TV Globo, deixou uma marca indelével em sua vida: “Foi minha grande escola. Aprendi a traduzir emoções, a encarar temas que antes eram desconhecidos.” Hoje, focada em projetos autorais, Fernanda gerencia sua fama com leveza, reflexionando sobre as vulnerabilidades que todos enfrentam.
Sobre relacionamentos, a apresentadora refletiu as marcas da infância e a forma como isso molda nossas relações. “Entramos em relacionamentos com idealizações, sem perceber nossas próprias dores e alegrias.” Ela também desafiou os padrões sociais, questionando a pressão de ter filhos segundo um roteiro imposto. “É fundamental entender nossas verdadeiras aspirações antes de agir”, afirmou.
O casamento com Rodrigo, segundo Fernanda, é uma parceria em constante aprendizado e adaptação. “Nós entendemos juntos os caminhos que a vida toma, mesmo com nossas diferenças. Ninguém nasce pronto”, destacou, valorizando a reflexão mútua e o crescimento como casal.
A sinceridade marcou seu relato sobre a maternidade. Apesar de reconhecer seu privilégio, Fernanda comentou sobre o turbilhão emocional que envolve ter filhos: “Acredito que o puerpério é desafiador para qualquer mulher.” E quanto ao instinto materno, ela declarou: “Na verdade, é uma construção contínua. Quando o bebê nasce, não sabemos como lidar.”
Falando sobre menopausa, Fernanda mencionou os tabus que cercam o tema e como isso afeta a vida das mulheres. “Pode ser um estado letárgico, quase depressivo. Precisamos falar sobre isso. Muitos casais se separam nessa fase.” Ela ressaltou que o diálogo aberto com Rodrigo é essencial nesse processo, o que a ajuda a atingir um estado de equilíbrio emocional.
Para ela, o envelhecimento é um exercício de consciência. Encontrou na ioga e na meditação um refúgio para se reconectar consigo mesma. “Cuidar da nossa saúde em tempos de pressões incessantes é vital. A menopausa é uma oportunidade de refletir sobre as prioridades na vida.”
Fernanda também sublinhou a importância da independência feminina: “A autonomia financeira e emocional permite às mulheres viver bem sozinhas antes de compartilharem a vida com alguém.” Essa independência, segundo ela, é fundamental para evitar sofrimentos desnecessários.
Nos bastidores do evento, Fernanda aprofundou a visão do amor como a base de tudo. “Se não formos amor, não seremos nada. O amor-próprio e a maneira como nos preparamos para o mundo são fundamentais”, ela finalizou, encorajando todos a refletirem sobre suas próprias relações e o amor em suas vidas.
O Metrópoles Talks tem se consolidado como um espaço de compartilhar experiências e provocar reflexões valiosas. Desde a estreia em maio, com temas que vão de menopausa a autoestima, esses encontros têm inspirado o público a encarar a vida com novas perspectivas.
E você, como lida com o envelhecer e com as suas relações? Compartilhe sua visão nos comentários e participe dessa conversa enriquecedora!