Divulgação/Oceanwide

O surto de hantavírus entre passageiros de um navio da Organização Mundial da Saúde não é uma ameaça para o Brasil, assegurou o Ministério da Saúde nesta sexta-feira (8/5). Com apenas oito casos registrados em 2026, o panorama atual permanece controlado.
No Paraná, dois casos estão ativos e outros 11 seguem em investigação, mas, segundo a pasta, não há relação com o navio MV Hondius, onde se identificou o genótipo Andes. Este tipo de hantavírus é raramente transmissível entre humanos e não circula no Brasil.
“O Brasil não registra circulação do genótipo Andes e não há evidência de transmissão interpessoal no país”, informou o ministério.
O QUE É A HANTAVIROSE?
A hantavirose, uma zoonose viral grave, é transmitida principalmente pela inalação de partículas contaminadas oriundas de roedores infectados. No Brasil, essa doença se manifesta frequentemente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que compromete pulmões e coração.
Desde 1993, o país registrou 2.412 casos e 926 mortes devido à hantavirose, com a doença sendo de notificação compulsória há mais de duas décadas, permitindo monitoramento constante.
CUIDADOS E PREVENÇÃO
Em um cenário onde a transmissão é possível, a conscientização da população sobre a necessidade de prevenir o contato com roedores e seus excrementos é fundamental. Imagine um acampamento onde as precauções não são seguidas; a presença de roedores pode representar um risco considerável.
Portanto, ao planejar atividades ao ar livre, é imperativo a adoção de medidas preventivas e a constante vigilância em áreas conhecidas por aglomerações de roedores.
