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O Irã declarou que o bloqueio naval dos Estados Unidos representa uma continuidade das hostilidades e que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado enquanto essa medida for mantida. A afirmação se seguiu à prorrogação do cessar-fogo pelo presidente Donald Trump, que não suspendeu o bloqueio na região.
“A continuação do bloqueio equivale a hostilidade. O Irã não reabrirá o Estreito de Ormuz e, se necessário, quebrará o bloqueio pela força”, anunciou um porta-voz da Guarda Revolucionária, segundo a agência Tasnim.
Impacto do Bloqueio
Imposto em 13 de abril, o bloqueio impediu o tráfego marítimo de embarcações de qualquer país e complicou ainda mais a situação no mercado global de petróleo. O estreito, ponto estratégico por onde circula até 30% do petróleo mundial, teve sua passagem severamente controlada pelo Irã, que apenas permite a passagem de aliados mediante pagamento.
Desde o fracasso das negociações em 11 de abril, os EUA endureceram a resposta, interceptando também navios iranianos no estreito.
O Estreito de Ormuz, núcleo das tensões entre Estados Unidos e Irã, é vital para a estabilidade econômica mundial, abrigando uma fração significativa do trânsito de petróleo e gás natural liquefeito.

Prorrogação do Cessar-Fogo
A manutenção do cessar-fogo anunciada por Trump, após solicitação do governo do Paquistão, depende da apresentação de uma proposta pacífica pelo Irã. O Paquistão tem buscado mediadores para evitar a intensificação do conflito na região.
Apesar da trégua, o bloqueio naval continua, e as forças dos EUA permanecem em alerta. Trump declarou que suas Forças Armadas manterão a postura de prontidão até que haja progresso nas negociações.
“Portanto, ordenei que nossas Forças Armadas continuem o bloqueio e permaneçam aptas”, disse Trump.