Maranhão: sancionada lei que garante auxílio a órfãos do feminicídio

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Imagem em destaqueA cada mulher silenciada pela violência, uma tragédia familiar se desenrola. Os órfãos do feminicídio enfrentam não apenas a dor da perda, mas também uma vida frequentemente marcada pela vulnerabilidade. No Maranhão, uma nova era se inicia: a lei que assegura um auxílio mensal de meio salário mínimo para cada filho de mulheres vitimadas é agora uma realidade.

Essa mudança significativa vem como resultado do Projeto de Lei nº 499/2025, criado pelo Poder Executivo Estadual. A nova legislação altera normas anteriores, assegurando assistência financeira até os 18 anos para cada filho, e integra um conjunto de ações do programa “Órfãos do Feminicídio: Atenção e Proteção” no estado.

A lei foi aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Carlos Brandão em 24 de novembro. O auxílio destina-se a crianças e adolescentes menores de 18 anos que perderam suas mães em casos de feminicídio, sendo necessário residir no Maranhão há pelo menos dois anos e ter uma renda per capita de até um quarto do salário mínimo.

Este suporte financeiro busca atender necessidades básicas, visto que, com a perda da mãe e a possível prisão do pai, as condições de vida dessas famílias se deterioram. O governador expressou que a medida vai além da esfera jurídica e financeira, destacando: “É uma resposta humanitária que reconhece o impacto profundo que o feminicídio causa nas famílias e, especialmente, nas crianças que ficam sem as mães”.

Apesar de iniciativas no Maranhão, os números de feminicídios no Brasil são alarmantes. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública revelou que, em 2024, 1.492 mulheres foram assassinadas, resultando em uma média de quatro mortes diárias. Esse cenário exige um esforço conjunto entre diversas instituições para mudança.

O governador Carlos Brandão ressaltou a importância de unir forças em torno do problema, afirmando: “Precisamos discutir este problema com todos os poderes e a sociedade civil, garantindo que mulheres agredidas sintam-se confiantes e seguras para buscarem ajuda dos órgãos adequados”. Ele também mencionou que, desde seu governo, o número de Patrulhas Maria da Penha aumentou de nove para 29, assim como a criação de várias Casas da Mulher Maranhense.

Danilo Castro, Procurador-Geral de Justiça, sublinhou a necessidade de um diálogo integrado entre ações governamentais e outras instituições, afirmando que isso não apenas proporciona ajuda financeira, mas também assistência psicológica e social para os jovens afetados. Abigail Cunha, secretária da Mulher, complementou que a nova lei fortalece políticas sociais e de acolhimento já existentes, essencial para a proteção e educação dessas crianças e adolescentes.

Neste cenário, fica claro que a luta contra o feminicídio é multifacetada, envolvendo aspectos políticos, sociais e culturais. Para transformarmos essa realidade, é fundamental um compromisso coletivo e ações efetivas.

Quais são suas reflexões sobre essa nova lei e seus impactos? Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe dessa discussão significativa.

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