O deputado federal Mario Frias (PL) se defende de acusações relacionadas à destinação de emendas parlamentares à ONG Instituto Conhecer Brasil, envolvida na produção do filme Dark Horse, que retrata a campanha de Jair Bolsonaro nas eleições de 2018. As suspeitas surgiram após a análise de um documento pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que aponta um suposto repasse de R$ 2 milhões à organização.
Após tentativas frustradas do ministro Flávio Dino para intimar Frias, o deputado comunicou, por meio das redes sociais, que se manifestará ao retornar ao Brasil. Sua defesa alega que as acusações são infundadas e que os recursos foram destinados a projetos sociais devidamente registrados e auditáveis.
Fatos Questionáveis
A denúncia feita pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP) sustenta que as emendas do deputado teriam sido “trianguladas” para financiar a cinebiografia de Bolsonaro. Contudo, a defesa de Frias afirma que tal alegação é “falsa” e “difamatória”, desprovida de evidências concretas, e pede o “imediato arquivamento” da denúncia. Segundo o advogado de Frias, a Nota Técnica nº 195/2026 da CONOF refuta ligações entre as emendas e a produção do filme.
“A alegação é puramente especulativa e baseado em uma suposta associação ilícita entre pessoas jurídicas”, argumenta Frias, enfatizando a falta de provas que sustentem a denúncia.
Diligências de Flávio Dino
O ministro Flávio Dino também intensificou as diligências relacionadas a outros repasses de emendas para organizações como a Academia Nacional de Cultura e a Go Up Entertainment, sob a suspeita de ligações com a produtora Karina Ferreira da Gama, envolvida no filme Dark Horse. Além de Frias, outros deputados federais foram intimados a se explicarem.
O escândalo se reacendeu após a divulgação de um áudio do senador Flávio Bolsonaro, que mencionou buscar financiamento para o filme, atraindo ainda mais atenção sobre as emendas destinadas a essas ONGs.
A turbulência política acentua o clima de incerteza ao redor da produção do filme e do uso de emendas parlamentares. O que está evidente é que a polêmica está longe de ser resolvida, e a sociedade aguarda justificativas e ações claras por parte dos envolvidos. O que você pensa sobre essas alegações e a transparência no uso de emendas parlamentares? Deixe sua opinião nos comentários!