Em outubro de 1972, Gustavo Zerbino, então com 19 anos e estudante de medicina, embarcou no Voo 571 da Força Aérea do Uruguai. A expectativa de participar de uma competição de rúgbi se transformou em um pesadelo quando, em 13 de outubro, o avião colidiu com a Cordilheira dos Andes. A partir desse momento, a vida dos 45 passageiros mudaria para sempre.
Sobrevivência nas Montanhas
Após o impacto, 12 pessoas morreram imediatamente e 29 sobreviveram, encarando temperaturas de até 40 graus negativos e a falta de alimento. Gustavo e seu colega Roberto Canessa, estudantes de medicina, assumiram papéis cruciais no atendimento de feridos, lidando com recursos escassos e desafiando os limites da ética quando decidiram se alimentar dos colegas mortos para sobreviver.

Sob condições extremas, o grupo criou soluções inovadoras, como o uso de capas de assento como cobertores e um rudimentar sistema para derretimento de neve. Quando as buscas foram oficialmente suspensas, a necessidade de decidir entre desistir ou lutar se tornou clara. Em 12 de dezembro, Zerbino e Canessa iniciaram uma jornada de 10 dias em busca de ajuda, culminando no resgate que chegaria 72 dias após o acidente.
Um Novo Começo
Após retornar à civilização, Zerbino não era mais o mesmo. Completou seus estudos e se destacou como empresário, além de integrar a seleção uruguaia de rúgbi. Sua história de sobrevivência foi imortalizada em livros e documentários, culminando no aclamado filme “A Sociedade da Neve”. Aos 72 anos, Zerbino viaja o mundo, compartilhando lições de liderança, resiliência e solidariedade.
Sua palestra em Brasília, marcada para 26 de maio de 2026, promete ser um marco na série Metrópoles Talks, oferecendo uma visão única sobre como enfrentar dificuldades extremas. Não perca a oportunidade de ouvir de perto as experiências de alguém que transformou o indescritível em inspiração e aprendizado. Os ingressos já estão disponíveis na Bilheteria Digital.
Prepare-se para uma noite que transcende o mero relato de sobrevivência e se torna uma aula sobre a força humana.