Mineiro se justifica após receber ar-condicionado da prefeitura em sua residência

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Em Belo Horizonte, Marcos Roberto Estevam, ex-prefeito de Delta, no Triângulo Mineiro, enfrenta denúncias de irregularidades após ser acusado de manter um ar-condicionado da prefeitura em sua residência. Ele se defende, afirmando que o aparelho foi guardado temporariamente por questões de segurança, já que a casa estava a menos de 100 metros do prédio público e em reforma. Estevam garante que o equipamento permaneceu na sua casa por cerca de dez dias.

O ex-prefeito contestou a investigação, alegando que informou ao delegado que o ar-condicionado era destinado a um prédio da Saúde, mas a autoridade não verificou esse dado. Estevam acredita que houve erro na condução do flagrante. “Deixei claro que o equipamento era para a saúde, mas a investigação seguiu outro caminho”, declarou.

“Esse foi o ponto principal do flagrante. Eu entendo que houve um erro, porque deixei claro que o equipamento era destinado ao prédio da Saúde, e não ao da Educação”, afirmou.

O impacto da prisão também influenciou a avaliação da situação antes da ratificação do flagrante, segundo Estevam. Ele informou que sua detenção foi breve e a audiência de custódia ocorreu no mesmo dia. Ele pretende comprovar sua versão durante o processo que está em andamento.

Em um memorando enviado ao Metrópoles, o ex-prefeito apresentou um documento da Secretaria Municipal de Saúde que solicitava a instalação de ar-condicionado em um prédio local, justificando a necessidade para o conforto dos usuários em épocas de calor intenso. O documento, assinado pela secretária de Saúde, Andreia Aparecida da Silva, descreve as condições de vulnerabilidade do prédio, que estava em reforma na época da guarda do aparelho.

Caixa do ar-condicionado prefeito de Delta MG
Prefeito diz que o ar-condicionado foi encontrado sem uso e embalado

Marcos Roberto argumenta que a acusação recebida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) é apenas o começo do processo judicial e não implica em culpa ou condenação. Ele destaca a presunção de inocência e a ausência de apropriação, afirmando que o ar-condicionado estava lacrado e nunca foi utilizado.

“As buscas tinham o objetivo de investigar fatos diversos que não estavam relacionados ao ar-condicionado”, enfatizou.

O ex-prefeito revelou que o mandado de busca foi emitido durante a Operação Limpidus, que investiga alegações de desvios no Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Rio Grande, onde Marcos era presidente. Ele comentou que as fases anteriores da investigação sobre o consórcio foram arquivadas.

A Justiça de Minas Gerais acolheu a denúncia do Ministério Público, que acusa Estevam de manter um ar-condicionado com recursos públicos, destinado ao Centro de Cultura do município, encontrado lacrado em sua casa. A 3ª Câmara Criminal do TJMG considera haver indícios suficientes para prosseguir com a ação penal, com Estevam respondendo por suposto crime de responsabilidade.

Estamos atentos a próximas atualizações sobre o caso e como a defesa do ex-prefeito se desenvolverá no decorrer do processo. O que você pensa sobre essas acusações? Deixe seu comentário!

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