Funeral de Ali Khamenei atrai multidão que clama por retaliação contra Estados Unidos e Israel

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Milhares de iranianos homenageiam líder supremo em ato repleto de segurança e discursos contra Israel e EUA

Os iranianos se reúnem em Teerã para celebrar a memória de Ali Khamenei, ex-líder supremo do país, que faleceu em um ataque em fevereiro.

Neste sábado, 4 de julho, a Grande Mosalla em Teerã foi palco de uma significativa cerimônia em homenagem ao falecido aiatolá Ali Khamenei, que morreu após ataques dos Estados Unidos e de Israel em 28 de fevereiro. Desde as primeiras horas do dia, um número expressivo de fiéis, portando cartazes do líder e bandeiras vermelhas com a inscrição “mártir”, encheu o local, fazendo ecoar palavras de ordem contra os EUA.

Neste clima de luto e indignação, muitos participantes exigiram uma resposta do governo iraniano. Roozbeh Najafi, um dos presentes, compartilhou seu descontentamento, comparando sua tristeza à perda da mãe e atribuindo a culpa pela morte de Khamenei a Israel. “Foi Israel que matou o guia supremo, não os Estados Unidos”, garantiu.

A plateia da cerimônia era, em sua maioria, composta por conservadores. Mulheres utilizaram o tradicional tchador, enquanto homens se vestiram de preto em sinal de luto. Já um outro participante, Mohsen Maasoumeh, responsabilizou os EUA pelo conflito, afirmando que Israel age sob orientação americana. “É evidente que Israel não passa do cão raivoso dos americanos”, comentou, enfatizando o papel dos EUA no fornecimento de equipamentos militares.

A homenagem, programada para se estender por seis dias, é vista não apenas como uma celebração religiosa, mas também como uma exibição de força política em um momento crítico de negociações com os Estados Unidos, após um acordo firmado em junho com o objetivo de encerrar a guerra.

Cerimônia seguirá até 9 de julho

A participação de Mojtaba Khamenei, filho do falecido líder e potencial sucessor, ainda não foi confirmada. Segundo relatos, ele teria se ferido no mesmo ataque que tirou a vida de seu pai e agora se comunica apenas por mensagens escritas.

O caixão de Khamenei ficará exposto na Mosalla até segunda-feira, 6 de julho, quando uma procissão pelas ruas de Teerã está programada. Após isso, o corpo será levado para cidades do Irã e do Iraque antes do sepultamento, agendado para 9 de julho em Mashhad, sua cidade natal. Na sexta-feira, autoridades iranianas e representantes estrangeiros já prestaram suas homenagens ao líder, que governou o Irã por mais de três décadas e morreu aos 86 anos.

O chefe da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahidi, que assumiu o cargo em março após a morte de seu antecessor, também foi visto em público. Junto ao caixão, estão sepultados familiares que igualmente faleceram no ataque, como uma filha, um genro, uma nora e uma neta de apenas 14 meses, conforme autoridades iranianas.

Imagens de Khamenei, com o punho erguido — um símbolo de resistência contra o Ocidente — dominam o ambiente da cerimônia, ressaltando a importância de sua figura na política iraniana.

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