
O Pará dá um passo significativo no fortalecimento da segurança pública com a nova Base Fluvial Integrada de Segurança Pública, que será instalada em Abaetetuba, na região do Baixo Tocantins. Com um investimento superior a R$ 10 milhões, em parceria com o Governo Federal, essa base faz parte de um plano abrangente de combate ao crime organizado nas rotas ribeirinhas, conhecidas por serem centros de tráfico de drogas, contrabando e desmatamento ilegal.
Localizada estrategicamente no Furo do Capim, próximo ao movimentado porto de Vila do Conde, a nova base tem como objetivo principal intensificar a fiscalização e o monitoramento contínuo. Essa ação visa não apenas proteger as comunidades ribeirinhas, mas também limitar a atuação de organizações criminosas que ameaçam a segurança local.
“O Pará está reforçando sua presença nos rios, que são as verdadeiras estradas da Amazônia. Essa nova base significa mais proteção para a população ribeirinha e mais condições de enfrentar o tráfico e o contrabando que ameaçam nossa região”, destacou o governador Helder Barbalho.
A eficácia dessa estratégia já pode ser vista nas duas bases já em funcionamento — a Antônio Lemos, no Marajó, e a Candiru, no Baixo Amazonas. Nos primeiros meses de 2025, essas bases realizaram 1.129 abordagens de embarcações, resultando na apreensão de 2 toneladas de drogas, mais de 2 mil kg de pescado e 800 m³ de madeira ilegal, além de realizar 52 prisões.
A vice-governadora Hana Ghassan enfatizou que investimentos em segurança são cruciais para o desenvolvimento da região. “Ao garantir maior controle sobre nossas rotas fluviais, estamos criando um ambiente mais seguro para o comércio, a navegação e a geração de emprego e renda. Segurança pública é, portanto, um pilar para o crescimento sustentável do Pará”, afirmou.

A nova base funcionará de forma integrada, reunindo Polícias Civil, Militar e Federal, Corpo de Bombeiros, Receita Federal, Secretaria da Fazenda e órgãos ambientais. Essa colaboração aumentará a eficácia e o alcance das operações, consolidando um esforço conjunto contra a criminalidade na região.
Durante sua visita à estrutura, o secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, ressaltou o modelo paraense como um exemplo a ser seguido em todo o país. “As bases fluviais atuam diretamente nas rotas de contrabando e tráfico, já demonstrando resultados expressivos. O Governo Federal continuará a apoiar a expansão desse trabalho fundamental para proteger as comunidades da Amazônia”, afirmou.
Construída em duas frentes — estaleiro naval em Belém e frente civil em Abaetetuba — a nova base conta com uma estrutura completa: flutuante principal com sala de monitoramento, recepção, dormitórios, cozinha, banheiros e celas, além de passarelas articuladas e um terminal terrestre para facilitar o acesso às operações.
O secretário de Segurança Pública do Pará, Ualame Machado, concluiu destacando a importância dessa localização: “O Baixo Tocantins é um dos pontos mais críticos da logística do crime na Amazônia. Com essa terceira base, ampliamos a fiscalização em uma área sensível, garantindo mais segurança para a população ribeirinha e tornando a ação das organizações criminosas mais difícil.”
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