PDT abre mão de chapa concorrente a Haddad e foca em uma vaga no Senado

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Nas eleições de São Paulo, a candidatura centrista do PDT que poderia beneficiar o pré-candidato petista Fernando Haddad foi descartada pela sigla. A expectativa de que uma terceira via pudesse tirar votos do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) não se concretizou, deixando Haddad e Tarcísio como os únicos representantes conhecidos até o momento, o que poderá resultar na disputa mais limitada desde a redemocratização.

Segundo dirigentes do PDT, para uma candidatura alternativa ser eficaz, seria necessário alcançar pelo menos 10% dos votos. Em tentativas anteriores, o partido não obteve sucesso, como na última eleição, quando o candidato, Elvis Cezar, conseguiu apenas 1,2% dos votos válidos. Além de não ter um nome forte para apresentar, o PDT está focado na suplência das candidaturas ao Senado, que se tornaram atrativas para a centro-esquerda.

Os cargos de suplentes são vistos como oportunidades por várias legendas, especialmente porque figuras como Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) podem dar continuidade a seus papéis no governo federal em caso de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O nome mais forte do PDT para essa posição é o de Antonio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), que já disputou uma eleição importante em 2020 como vice-prefeito de São Paulo.

As negociações em torno da chapa estão sendo conduzidas diretamente entre Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, e Fernando Haddad. Outro nome que pode ser considerado para suplência é Marcelo Barbieri, ex-secretário de Relações Institucionais do governo do ex-presidente Michel Temer (MDB).

Um dos principais argumentos do PDT é a sensação de exclusão da chapa majoritária formada pelo PT, que tem dois candidatos do PSB e um da federação PSOL-Rede. A disputa pelas suplências está acirrada, com outros partidos, como PT, PV e PCdoB, também buscando preenchê-las. O PSB, além disso, apresentou o ex-prefeito de Barueri, Rubens Furlan, que enfrenta questões de elegibilidade.

O PT, por sua vez, já indicou vários nomes para a suplência, como Laio Morais, Ana Nice, Kiusam Oliveira e Ramatiz Jacino. O PV, por outro lado, apontou Eduardo Jorge, que foi candidato à presidência em 2014, enquanto que o PCdoB indica Alcides Amazonas como um possível suplente para a bancada.

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