Presidente da Anac aponta que Voepass induziu fiscalização ao erro antes do acidente

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Brasil

Presidente da Anac Revela Informações Falsas da Voepass em Caso de Queda de Avião

26/07/2026 22:08

, atualizado 26/07/2026 22:15

O presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas Faierstein, denunciou a companhia aérea Voepass por apresentar dados falsos, resultando na tragédia do voo 2283, que deixou 62 mortos em agosto de 2024. A Anac e outros fatores foram considerados na investigação que levou à queda da aeronave, com a falta de transparência da empresa em suas informações, sendo um dos principais problemas destacados.

O relatório final divulgado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) expõe falhas nas operações da Anac, indicando que estas não foram suficientes para minimizar os riscos da operação da Voepass. Faierstein comentou sobre os sinais de perigo que, segundo a Comissão de Investigação, não foram considerados, o que prejudicou a tomada de decisões que poderiam ter mitigado os riscos.

Em uma entrevista ao programa Fantástico, Faierstein destacou que as informações fornecidas pela Voepass eram frequentemente enganosas. Um exemplo aponta que a empresa reportava a troca de peças quando, na realidade, isso não ocorria. O presidente da Anac enfatizou a “degradação” na manutenção observada ao longo dos anos, juntamente com o envio de dados incorretos pela companhia.

“As informações que a empresa nos enviava eram frequentemente falsas. Por exemplo, um fiscal da Anac pedia a troca de uma peça e, ao verificar, descobria que a troca não havia sido realizada, apesar da documentação apresentada”, disse Faierstein.

A investigação revelou que a aeronave perdeu o controle devido ao acúmulo de gelo em suas asas, e entre 2022 e 2024, a Anac notificou a Voepass por irregularidades no sistema de degelo, que foram consideradas graves. O Certificado de Operador Aéreo da Passaredo Transportes Aéreos, que integra o grupo Voepass, foi cassado em junho de 2025 por repetidas falhas na operação.

O Relatório de Investigação

O relatório identificou 19 fatores que contribuíram para o acidente, incluindo problemas técnicos, falhas de treinamento e decisões inadequadas da tripulação, além de questões na supervisão e cultura organizacional da empresa.

Esses elementos resultaram na operação da aeronave ATR 72-500, matrícula PS-VPB, abaixo dos padrões de segurança exigidos até a perda de sustentação e a consequente queda, que resultou na morte de todos os 62 ocupantes.

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