Quem é o golpista que fingia ser The Rock para tirar grana de mulheres

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Material cedido ao Metrópoles

O africano Honore Ode, de 32 anos, natural do Benim e residente em Florianópolis, foi detido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por ser o cérebro por trás de um sofisticado esquema de estelionato virtual envolvendo várias vítimas em todo o Brasil. A prisão ocorreu durante a Operação The Rock, levando a um grande desmantelamento desse golpe.

Ode, que estuda cinema na Universidade Federal de Santa Catarina, utilizava perfis falsos nas redes sociais para se passar pelo aclamado ator Dwayne “The Rock” Johnson. Sua estratégia incluía mensagens afetuosas e promessas tentadoras de prêmios internacionais, especialmente atraindo mulheres brasileiras. As conversas começavam com elogios e se tornavam cada vez mais elaboradas, visando conquistar a confiança das vítimas.

Vítima “sorteada”

O golpe se iniciava com o falso sorteio, no qual as vítimas eram contatadas e informadas que haviam “ganhado” um prêmio, como um iPhone ou quantias exorbitantes de dinheiro. Para “receber” o prêmio, eram persuadidas a fornecer seus números pessoais, sendo transferidas para um contato no WhatsApp, sempre usando um número de Portugal para causar uma impressão de legitimidade.

Ode apresentava documentos falsos, como contratos de recebimento, que incluíam logotipos fictícios e promessas de que as vítimas teriam o direito de registrar reclamações. Esse artifício, combinado com uma série de desculpas para atrasar a entrega, lhe permitiu extorquir altos valores, como uma taxa inicial de R$ 2.850,00.

Manipulação emocional

Uma das vítimas, uma mulher de 49 anos, acreditou fielmente na narrativa manipulativa de Ode, realizando nove transferências que totalizaram R$ 9,78 mil em pouco mais de duas semanas. As justificativas para novos pagamentos eram sempre urgentes e pareciam legítimas, criando um ciclo vicioso de confiança e exploração.

Além disso, outras vítimas em diferentes estados relataram perdas significativas, com uma mulher em Minas Gerais perdendo cerca de R$ 80 mil. A operação policial, em parceria com a polícia de Santa Catarina, resultou na apreensão de dispositivos eletrônicos usados para conduzir o golpe.

Honore Ode agora enfrenta sérias acusações de estelionato eletrônico, com pena de até 8 anos de prisão. O caso é um alerta sobre os perigos das fraudes virtuais cada vez mais sofisticadas que, sob a fachada de oportunidades imperdíveis, destroem a confiança e a segurança financeira das vítimas.

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