
A vida de Antônio Nazareno Mortari Vieira é marcada por uma trajetória surpreendente, entre a atuação nas forças armadas e um envolvimento em crimes graves. Ex-sargento do Exército Brasileiro, Nazareno, condenado pelo assassinato do jornalista Mário Eugênio, tornou-se professor universitário e enfermeiro, acumulando cargos públicos por mais de 13 anos.
Com 66 anos, ele recebe uma pensão superior a R$ 17 mil. Sua primeira condenação foi a 34 anos de reclusão por homicídio, mas a pena foi reduzida para 24 anos após um indulto. Após cumprir parte de sua pena, Nazareno mergulhou em um novo capítulo da vida acadêmica, formando-se em enfermagem pela Universidade de Brasília em 1996.
O crime que transformou sua vida ocorreu em 11 de novembro de 1984, quando Mário Eugênio foi brutalmente assassinado, em uma operação cercada de traição e planejamento. Nazareno, armado e colaborando com outros militares, esteve no local, avisando sobre o paradeiro do jornalista. A execução do crime foi orquestrada durante um churrasco entre policiais, revelando a complexa rede de alianças que resultou na morte do repórter.
Os desdobramentos do caso revelaram ainda mais personagens envolvidos. O Ministério Público denunciou seis pessoas, incluindo Nazareno. Embora várias delas tenham cumprido penas mínimas, outros, como Divino José de Matos, participaram ativamente do assassinato e enfrentaram consequências severas. A teia de corrupção e crime dentro das instituições se desvelou aos poucos.
Em sua vida após a condenação, Nazareno teve altos e baixos. Após sua segunda pena, foi promovido e chegou a ser convocado pelo Governo do Distrito Federal durante a pandemia de Covid-19. Contudo, seu passado continua a ser uma sombra, levantando questões sobre a moralidade das suas admissões no serviço público enquanto cumpria pena.
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