Brasília está prestes a se transformar em um epicentro cultural com a exposição “É Pau, É Pedra…”, que reunirá as criações do renomado escultor Sergio Camargo. A mostra acontece no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional, e ocorrerá entre 10 de dezembro e 6 de março, oferecendo uma experiência estética totalmente gratuita. Essa é uma chance única de redescobrir a arte através de relevos vibrantes que dialogam com luz e forma, criando um ambiente repleto de novas percepções.
Camargo, além de escultor, também expressou sua criatividade por meio da poesia, sempre em busca de um entendimento mais profundo da realidade. Após se formar em filosofia na Universidade de Sorbonne, onde estudou com Gaston Bachelard, e frequentar a Académie de la Grande Chaumière em Paris, seu retorno ao Brasil no início dos anos 1950 foi decisivo. Em meio a um fervoroso movimento construtivista, ele começou a criar suas primeiras esculturas em bronze, ainda ligadas à tradição figurativa, mas logo evoluindo para uma linguagem mais audaciosa.

A década de 1960 marcou uma virada em sua trajetória, quando Camargo residiu em Paris entre 1961 e 1974. Esse período foi crucial para o desenvolvimento de sua assinatura artística. Estudou com Pierre Francastel e integrou o Groupe de Recherche d’Art Visuel (GRAV), um coletivo que explorava aspectos ópticos e cinéticos da arte. O reconhecimento internacional não tardou; em 1963, ele conquistou o Prêmio Internacional de Escultura na Bienal de Paris, consolidando sua relevância no cenário global, e logo após, exibiu na respeitada Signals London Gallery.
Nos anos seguintes, sua presença se tornou marcante em mostras consagradas, como a Bienal de São Paulo e a Documenta de Kassel. A década de 1970 trouxe a plena maturidade de sua linguagem, destacando-se o uso do mármore de Carrara em suas obras. Com a geometria e a luz se tornando protagonistas, suas esculturas passaram a explorar um diálogo profundo entre forma e espaço.

Ao retornar ao Rio de Janeiro em 1974, Camargo estabeleceu seu ateliê em Jacarepaguá, continuando a produzir fervorosamente enquanto sua obra ganhava notoriedade. Ele criou um espaço onde matemática e poesia se entrelaçam, transformando luz em escultura. A exposição em Brasília não é apenas uma retrospecção; é uma imersão no universo criativo de Camargo, desafiando o público a interagir com a arte de uma maneira singular.
Com a abertura programada para 10 de dezembro, a mostra promete uma experiência visual única. Os visitantes são convidados a percorrer um ambiente onde relevos, superfícies e luz se encontram, construindo uma narrativa envolvente. A instalação irá transformar o Foyer da Sala Villa-Lobos em um espaço dinâmico e inovador, prestes a receber a densidade e a precisão distintivas do artista.

Não perca essa oportunidade de enxergar o mundo através dos olhos de Sergio Camargo. A exposição “É Pau, É Pedra…” convida você a descobrir uma nova perspectiva sobre a arte. O que mais chamou sua atenção em Camargo e suas obras? Compartilhe sua opinião e venha celebrar a arte conosco!