
Auditorias da Controladoria Geral do Estado de São Paulo (CGE-SP) revelam um escândalo de corrupção envolvendo o programa Melhor Caminho, que resultou em pagamentos por obras inexistentes e superfaturamento, na gestão de João Doria e Rodrigo Garcia. As análises, que já geraram 150 inquéritos pelo Ministério Público, expõem um esquema preocupante que prejudica os cofres públicos e compromete a infraestrutura rural do estado.
Obras Fantasmas e Prejuízos
Uma das auditorias destaca que foram pagos R$ 471 mil por projetos cancelar, incluindo um caso em Andradina onde a estrada em questão já era pavimentada. O estado desembolsou R$ 7,6 milhões por medições iniciais em obras onde apenas uma placa foi instalada, uma prática claramente proibida pelos contratos. Exemplos de irregularidades incluem a compra de uma frota de 83 veículos, quando na verdade apenas 29 estavam em operação.
“Os indícios de prejuízos ao erário vão desde a elaboração dos projetos à execução das obras, com serviços de baixa qualidade ou totalmente desnecessários,” aponta a auditoria.
Superfaturamento e Irregularidades
O relatório também expõe casos alarmantes de superfaturamento. Em Marabá Paulista, o custo por quilômetro saltou 34% sem justificativa, enquanto na estrada PAL-327 em Palestina, o estado pagou duas vezes pelo mesmo trecho. As falhas nos projetos são evidentes, como em Pirapozinho, onde o planejamento falho resultou em drenagem inadequada, causando alagamentos. Essa situação revela uma gestão negligente e um desvio alarmante de recursos públicos.
A empresa Planservi Engenharia, incriminada nas auditorias, venceu licitações com um modelo que favorecia a avaliação técnica em detrimento do preço. Indícios sugerem que a empresa não tinha a capacidade para entregar 851 projetos em apenas 10 meses, levantando dúvidas sobre a capacidade gerencial e execução adequadas.
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O Papel do MPSP e a Resposta do Governo
A situação se agravou após denúncias de irregularidades nos aditivos contratuais em dezembro de 2022, que podem ter causado um rombo de R$ 50 milhões aos cofres estaduais. Apesar disso, a apuração inicial feita pela Secretaria da Agricultura foi enterrada, e um dos denunciantes acabou demitido sob pressão.
Em resposta, o governo atual afirmou que tomou medidas corretivas e garantiu que todos os contratos citados se referem a gestões anteriores. No entanto, a incorporação das recomendações do CGE-SP e a promessa de apuração não podem apagar as evidências já disponíveis.
A situação exige uma resposta efetiva dos cidadãos. O que você pensa sobre essa sequência de irregularidades e as ações do governo? Compartilhe sua opinião nos comentários!