Impacto do áudio de Flávio: tsunami ou marolinha? Avaliação de estrategistas gera debate

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Imagem destacada sobre Flávio Bolsonaro

O áudio vazado do senador Flávio Bolsonaro pedindo apoio financeiro a Daniel Vorcaro, preso no escândalo do Banco Master, não parece ter afetado significativamente sua pré-campanha para as eleições. Mesmo com a situação rondando a imagem do pré-candidato, especialistas acreditam que o tempo até as eleições permite uma recuperação estratégica.

Durante o Fórum Esfera em Guarujá, ministros e marqueteiros discutiram a repercussão do caso. A maioria considera que o escândalo ocorreu cedo demais e as recentes pesquisas mostram o apoio a Flávio ainda competitivo em relação a Lula. “Os eleitores estão mais preocupados com a Copa do Mundo e festas juninas”, comentou o marqueteiro Lula Guimarães, evidenciando a falta de foco nas eleições.

“Essa mancha na biografia de Flávio vai perdurar e representar um desgaste na imagem dele”, afirmou Guimarães, referindo-se aos impactos de escândalos no cenário eleitoral.

Lula amplia vantagem

As pesquisas Datafolha e AtlasIntel mostram Lula com uma ligeira vantagem sobre Flávio em um eventual segundo turno, mas a diferença é considerada pequena para um cenário eleitoral. Com aliados apontando que uma distância de 10 pontos seria ideal, muitos acreditam que os eleitores de direita podem não se sentir suficientemente motivados a mudar seu voto por conta das relações de Flávio com Vorcaro.

Contudo, a percepção negativa sobre a possível corrupção relacionada ao Banco Master pode ainda não ser suficiente para afastar o eleitorado. Os marqueteiros preveem que o chamado “voto envergonhado” em Flávio ainda pode influenciar o comportamento dos eleitores na disputa.

Flávio parte para o contra-ataque

Flávio Bolsonaro não se deixou abater e já iniciou um movimento de contra-ataque. Ele questionou a pesquisa AtlasIntel e pediu pela instauração de uma CPI do Master, alegando que não possui nada a esconder. Entretanto, críticos ressaltam que essa ação é vista como uma tentativa de desviar a atenção das suas próprias polêmicas e que sua participação na CPI é limitada.

“Em um ambiente político polarizado, a aceitação de fatos negativos é complexa”, disse Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, destacando as dificuldades de mudança de percepção entre os eleitores.

À medida que a campanha avança, Flávio deverá explorar questões sobre o filho de Lula, Lulinha, e suas relações com figuras controversas, tentando desestabilizar a imagem do adversário. O clima eleitoral se intensifica, com repercussões que poderão reverberar a poucos dias do pleito.

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