Urbia impede concessão da Marquise para manobras de skate durante a semana do Mundial

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Urbia veta ceder Marquise para manobras de skate na semana do Mundial - destaque galeria

A polêmica entre a Urbia, gestora do Parque Ibirapuera, e os skatistas provoca um embate intenso sobre o uso da Marquise José Ermírio de Moraes. A concessionária alegou vandalismo por parte dos skatistas e vetou a realização de seu campeonato mundial, que acontece até o dia 8 de março.

Vandalismo ou Conservação?

Com a Marquise reaberta, a Urbia afirma que as manobras têm causado danos significativos à estrutura projetada por Oscar Niemeyer. No entanto, essa posição levanta questões sobre a verdadeira natureza da “vandalização”. Frequentadores do parque argumentam que a Marquise sempre foi um espaço de expressão cultural e lazer, e que a presença dos skatistas faz parte dessa história.

No último pedido da Prefeitura de São Paulo, um projeto para instalar obstáculos na Marquise para as competições foi negado. Em resposta, a Urbia argumentou que essa ação provocaria mais danos e incentivaria o “mau uso” do espaço, sugerindo que o ato de skitar ali não pertencia a uma prática adequada de uso público.

Alternativa Ignorada

A concessionária, embora capacitada para vetar atividades, não ignorou uma possível solução. A Urbia ofereceu o Skate Park como uma alternativa ao campeonato, afirmando que o espaço foi projetado especificamente para esse tipo de evento. A mensagem é clara: preservação do patrimônio histórico deve se sobrepor à celebração do esporte na Marquise.

Fotos anexadas pela Urbia mostram marcas na estrutura, destacando a necessidade de um controle maior sobre o uso do espaço. Assim, a mensagem de que “vandalismo é inaceitável” ecoa em cada comunicação da concessionária, criando uma polarização entre skates e a administração pública.

Entretanto, a pressão dos frequentadores e ativistas de skate resultou em um repensar por parte da prefeitura, que agora tenta equilibrar o uso e a preservação. Desde a reabertura em janeiro, foram registradas 789 ocorrências relacionadas ao uso indevido, mas somente 405 foram tratadas, revelando uma aparente incapacidade da administração de controlar a situação.

A discussão em torno do uso da Marquise, marcada por interesses econômicos e culturais, promete continuar. A batalha entre skatistas e a gestão do Ibirapuera é emblemática da necessidade de diálogo e conciliação em áreas públicas. Afinal, como equilibrar o direito ao esporte com a preservação do patrimônio cultural?

Metrópoles

Qual é o seu ponto de vista sobre essa situação? A Marquise deve ser um espaço para atividades recreativas ou é necessário preservar sua integridade histórica a todo custo? Compartilhe suas opiniões nos comentários e participe desse debate que envolve todos nós.

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