Investigação da PF envolve imóvel de R$ 2,45 milhões em Salvador ligado a senador
18/06/2026 21:02
atualizado 18/06/2026 21:03
Um apartamento de luxo em Salvador, avaliado em cerca de R$ 2,45 milhões, foi mencionado na nova fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF). Esse imóvel é considerado uma suposta vantagem indevida ao senador Jaques Wagner (PT-BA), por sua suposta influência a favor do Banco Master no Congresso.
Localizado no condomínio Poème Horto, uma das áreas mais valorizadas da capital baiana, o apartamento está situado no 17º andar e possui 203 metros quadrados, distribuídos em quatro suítes. O edifício, ainda em construção, oferece várias comodidades, como segurança, lazer e infraestrutura moderna.
Entre as investigações, está a suspeita de que o imóvel foi adquirido por empresas ligadas a um grupo investigado, incluindo o empresário Augusto Lima. Em uma recente entrevista, Wagner negou qualquer irregularidade e disse que planejava comprar o apartamento para sua filha, mencionando que este seria adquirido temporariamente por Lima.
“Eu tinha interesse em ajudar minha filha a comprar um apartamento desse. Como o Augusto Lima era um investidor, eu disse a ele: ‘Você pode comprar? Depois eu vou recomprar’”, declarou.
Além disso, a PF destacou mensagens entre Wagner e Lima que sugerem uma relação colaborativa sobre questões do Banco Master, incluindo leis relevantes e mudanças em créditos consignados. Essa troca de informações insinuaria uma relação de interesses mais do que uma amizade pessoal.
Desdobramentos e mais detalhes
De acordo com a PF, após o senador solicitar informações sobre o imóvel, Lima contatou pessoas relacionadas ao grupo sob investigação para facilitar a compra. A operação culminou na formalização pela Epítome S.A., utilizando recursos possivelmente vinculados ao esquema.
Essa apuração também considera a atuação de Wagner como um “interlocutor relevante” nas questões do Banco Master no Congresso. As trocas de mensagens levantadas revelam discussões sobre uma emenda específica relacionada ao banco e a venda do banco ao BRB.
A polícia continua a investigar as interações, uma vez que o fluxo de informações entre os envolvidos pode apontar para um relacionamento que transcende meras interações sociais.
O desdobramento desse caso pode trazer à tona questões importantes sobre ética e práticas parlamentares. O que você acha sobre a relação entre política e negócios no Brasil? Deixe sua opinião nos comentários.