O tão aguardado Wicked: Parte 2 estreou nos cinemas em 20 de novembro, trazendo a conclusão da saga de Glinda, interpretada por Ariana Grande, e Elphaba, vivida por Cynthia Erivo. Se o primeiro filme foi um espetáculo vibrante, esta sequência mergulha em um universo mais político, onde as cores que antes simbolizavam o bem e o mal agora revelam complicações mais profundas. Os limites entre heroína e vilã se tornam um campo de batalha incessante.
A história destaca a ascensão de Glinda à sua posição como a Bruxa Boa, marcada por aparições eupóricas repletas de aplausos e explosões, em contraste com os momentos de afeto entre ela e Elphaba — a agora perseguida Bruxa Má do Oeste. Essa dualidade entre os encontros públicos e privados revela uma amizade delicada, temperada com humor e emoção.


No primeiro filme, após desmascararem o Mágico de Oz, Glinda e Elphaba tomam rumos distintos. Glinda se transforma em uma figura que entretém a população, enquanto Elphaba é rotulada de vilã e se torna alvo de caçadores. Mesmo assim, a determinação de Elphaba em lutar contra as injustiças e defender os animais falantes se mantém firme.
As interações entre as protagonistas, repletas de rivalidades cômicas e um triângulo amoroso com o príncipe Fiyero, continuam a eletrificar a tela, mas agora paira uma tensão política no ar. As canções que marcaram o primeiro longa, como Popular e What Is This Feeling, deixam uma sensação de nostalgia, enquanto as novas músicas, embora agradáveis, não alcançam o mesmo impacto.

Um dos pontos altos da sequência é a conexão com o clássico O Mágico de Oz. Ao desvendar as origens do Homem de Lata, do Espantalho, do Leão Covarde e de Dorothy, o filme proporciona uma nova perspectiva sobre o que pode ter ocorrido antes do famoso conto de 1939.
A trama não economiza em reviravoltas. Elphaba finge sua própria morte, enquanto Oz descobre ser o pai da garota verde — resultado de um caso extraconjugal. O Mágico é expulso da Cidade das Esmeraldas por Glinda, que, por sua vez, estabelece uma nova vida ao lado de Fiyero, que se transforma no Espantalho.

O filme conclui com um retorno ao início, enquanto Glinda anuncia a suposta morte da Bruxa Má diante da população. Porém, agora temos uma nova compreensão sobre o que realmente aconteceu. Ambas as personagens reconhecem a importância de sua amizade, que claramente as moldou. Com um toque clássico de conto de fadas, Glinda e Elphaba alcançam um final muito mais rico e significativo.
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