Buraco na trama do arco do Arcanjo em X-Men: a série animada pode ser mais simples de entender do que parece

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Fanon Fixing Canon é uma coluna que se dedica a solucionar falhas de enredo em histórias famosas. Esta semana, vamos olhar para um ponto intrigante na série “X-Men: The Animated Series” e seu personagem Archangel. Apesar de ser uma série icônica da década de 90, algumas de suas decisões narrativas se mostram estranhas quando revisadas hoje. Um exemplo claro é a forma como Archangel é apresentado, especialmente considerando sua complexa relação com os X-Men.

No universo dos quadrinhos, Archangel, ou Warren Worthington III, é um membro central dos X-Men. Contudo, na série animada, ele se transforma rapidamente no Cavaleiro da Morte de Apocalypse sem um arco de desenvolvimento claro. Isso gera confusão, pois, em várias partes da série, aparecem flashbacks mostrando Warren como um dos primeiros X-Men. A discrepância entre suas apresentações levanta a pergunta: por que ele parece tão distante e antagonista de sua antiga equipe?

Uma possível explicação está nas experiências passadas de Warren. Em “X-Men: The Animated Series”, ele não busca ser parte da equipe e demonstra um desprezo por seus antigos aliados. É provável que, ao longo da narrativa, ele tenha interiorizado sua posição de privilégio e alienação. Ele busca se livrar de seus poderes mutantes, enquanto os outros lutam por suas vidas em uma equipe liderada por figuras com métodos questionáveis.

Warren é originalmente apresentado como um personagem frio e distante, uma escolha que reflete sua história de vida. Sair da vida de um X-Man não é fácil, especialmente quando se considera que ele não cultiva laços com a equipe. Na realidade, ele parece não reconhecer os X-Men, o que poderia ser um reflexo de sua rejeição a esse passado. A dinâmica entre ele e os outros integrantes é marcada por desinteresse, algo totalmente compreensível diante de seu contexto.

Além disso, a própria trajetória pessoal de Warren indica que ele não possui uma visão romântica de seu tempo nos X-Men. O que poderia ser um laço de amizade e camaradagem está longe de ser a realidade em sua vida animada. A origem de sua superpotência, bem como a transformação em Archangel, são, na verdade, um símbolo de sua luta interna e do descontentamento com suas capacidades.

Por fim, ao considerar todos esses elementos, fica claro que a história de Warren não só é lógica, mas também complexa. Ele não é apenas um vilão; é um personagem moldado por um mix de privilégio, desilusão e uma busca desesperada por identidade. Ao reavaliar seu enredo através desse prisma, conseguimos entender melhor suas ações — e essa é a essência do “Fanon Fixing Canon”.

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