Na 30ª edição da Parada LGBT+ em São Paulo, a deputada federal Érika Hilton (PSol-SP) foi um dos destaques, defendendo mudanças importantes para a classe trabalhadora e convocando a comunidade a apoiar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a jornada 6×1. O evento atraiu uma multidão vibrante, marcada pelo tema “A rua convoca, a urna confirma”.
Durante seu discurso em um dos trios elétricos, Hilton pediu a aprovação da PEC no Senado e criticou a ausência de autoridades, como o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), enquanto o governo federal foi representado pela ministra dos Direitos Humanos, Janine Mello.
“A maior vitória da classe trabalhadora brasileira veio das mãos dessa comunidade, uma travesti preta, uma bicha preta”, declarou Hilton, enfatizando a luta por dignidade e descanso para o povo. “Senador Davi Alcolumbre, o Brasil quer mais tempo, mais dignidade,” completou.
O clima festivo, no entanto, foi ofuscado pela queda de 60% dos patrocínios em comparação com edições anteriores. A música da cantora Pabllo Vittar, que viralizou, destacou o impacto da onda de conservadorismo sobre o evento. O diretor da Parada Matheus Emílio reforçou como essa situação reflete mudanças culturais e a resistência dos patrocinadores em apoiar iniciativas de diversidade.