Belo Horizonte – A proposta de emenda à Constituição (PEC) que busca eliminar a escala de trabalho 6×1 gera preocupações no setor produtivo, que antecipa efeitos significativos na economia do Brasil. A Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) se articula para impedir a aprovação do texto que já passou pela Câmara, defendendo que o fim dessa escala não é a abordagem correta para discutir a jornada de trabalho no país.
Fernanda Ribas, gerente de assuntos trabalhistas da Fiemg, expressa que “não há problema em querer trabalhar menos”, considerando isso um desejo legítimo. No entanto, ela acredita que o debate deve ocorrer de maneira mais adequada, evitando soluções impostas por leis. A Fiemg tem coletado dados sobre as implicações econômicas da redução da jornada e clama por uma discussão mais profunda, livre de pressões eleitorais.
“O que está se propondo é reduzir o volume de trabalho por lei. O que nós entendemos que é o mais correto, o mais adequado é que isso seja feito por negociação coletiva”, argumenta Fernanda.