Fernando Alonso expressou suas preocupações sobre a direção técnica da Fórmula 1 na era híbrida, afirmando que a essência competitiva da categoria se perdeu desde 2014. Para o piloto da Aston Martin, a ênfase excessiva na eletrificação sacrificou anos de “corridas puras”, distorcendo o estilo de pilotagem que ele considera ideal.
As Mudanças que Não Convencem
As declarações de Alonso surgem em um momento crítico, enquanto a FIA discute alterações nos regulamentos das unidades de potência. As novas diretrizes buscam reduzir a dependência da energia elétrica, após críticas generalizadas de pilotos, fãs e mídias sobre o desempenho dos carros.
Atualmente, os regulamentos para 2026 têm gerado controvérsia, principalmente devido às exigências que parecem artificiais para os pilotos. O aumento na recuperação de energia fez com que os competidores moderassem o acelerador antes das frenagens e alterassem suas técnicas de pilotagem para adaptar-se a um novo padrão de desempenho.
Retorno às Raízes ou Caminho Sem Saída?
Recentemente, novas mudanças começaram a ser implementadas, como a revisão da quantidade de energia recuperável por volta. No entanto, a FIA já pensa em alterações para 2027, incluindo um aumento no fluxo de combustível e uma diminuição na participação elétrica, mudando a atual divisão de potência para uma proporção mais equilibrada de 60% combustão e 40% elétrica.
Entretanto, Alonso permanece cético e acredita que o conceito atual ainda é problemático: “O DNA dessas unidades de potência sempre recompensará andar devagar nas curvas”, declarou. Para o bicampeão, a ênfase na eletrificação não é adequada para um esporte motor que deveria ser guiado por adrenalina e velocidade.
Alonso lamenta a trajetória da Fórmula 1 desde a era turbo híbrida, afirmando que, a cada ano, a categoria perde um pouco mais de sua identidade. “Perdemos quase uma década de corridas puras”, concluiu. As inovações para 2027 precisarão ser aprovadas pela FIA e podem exigir adaptações significativas nos projetos dos carros.