O GP do Canadá de Fórmula 1 se revelou um verdadeiro teste de resiliência para a Audi, que saiu de Montreal sem pontos. A equipe apostou em uma estratégia arriscada, utilizando pneus intermediários na largada, mas a rápida secagem da pista deixou seus pilotos em uma posição desfavorável. Nico Hulkenberg ficou em 12º, enquanto Gabriel Bortoleto terminou em 13º.
Estratégia em Dúvida
Allan McNish, diretor de competição da Audi, explicou que a decisão pela escolha de pneus parecia acertada com as informações disponíveis, mas a realidade da corrida fez com que essa escolha se tornasse problemática: “O atraso na largada alterou completamente o cenário e, retrospectivamente, vimos que não era a estratégia ideal.”
O piloto Nico Hulkenberg revelou que as condições da pista mudaram de forma inesperada: “A fase inicial da corrida não jogou a nosso favor. O risco que assumimos não se traduziu em resultados.” A falta de velocidade para reagir aos adversários também foi um ponto crítico. “Outros carros conseguiram ganhar posições rapidamente, o que evidencia que precisamos entender e melhorar nossa performance,” afirmou.
A Lição do Fracasso
Gabriel Bortoleto expressou sua frustração, acreditando que a equipe poderia ter brigado por pontos em condições diferentes: “A escolha por pneus intermediários parecia promissora, mas a rápida parada da chuva nos prejudicou muito.” A corrida, apesar de decepcionante, serviu para coletar dados valiosos a serem utilizados nas próximas etapas da temporada.
Ambos os pilotos ressaltaram a importância de aprender com os erros e focar no próximo desafio em Mônaco: “Com um fim de semana limpo, os pontos eram possíveis. Agora, é hora de nos concentrarmos em fazer melhor,” finalizou Bortoleto.