F1 reduz emissões e avança em direção às metas de sustentabilidade para 2030

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F1 Kadu Gouvêa |

A Fórmula 1 deu um passo importante em sua jornada rumo à sustentabilidade, com a meta de atingir emissão líquida zero até 2030. De acordo com os últimos dados, a categoria reduziu sua pegada de carbono em 35% desde 2018, evitando cerca de 80 mil toneladas de CO2 equivalente.

No comparativo com 2024, a redução foi de 12%, um indicativo claro do progresso em relação ao objetivo. O CEO da F1, Stefano Domenicali, destacou que esses números são o resultado de ações efetivas: “Estamos demonstrando resultados tangíveis em nossos esforços para reduzir o impacto ambiental”, afirmou.

Medidas como reorganização do calendário e investimentos em combustíveis sustentáveis são fundamentais na transformação do esporte. “Reduzimos nossa pegada ambiental e, ao mesmo tempo, expandimos nosso alcance global”, comentou Domenicali, agradecendo a todos os envolvidos na iniciativa.

A maior parte da diminuição das emissões veio das fábricas e instalações, que apresentaram uma queda de impressionantes 64% desde 2018, impulsionadas pelo uso de energias renováveis. As emissões relacionadas a viagens também caíram 27%, em grande parte devido ao aumento no uso de combustíveis sustentáveis de aviação, que alone representa uma redução superior a 20 mil toneladas de CO2 equivalente.

Largada
Foto: XPB Images

Além disso, a logística apresentou avanços significativos: as emissões nesse setor caíram 29% em relação a 2018. A categoria tem adotado soluções de transporte de menor impacto ambiental, com uma redução de 17% nas emissões por corrida, mesmo com o aumento do número de etapas de 21 em 2018 para 24 em 2025.

Ellen Jones, diretora de ESG da F1, ressaltou que a sustentabilidade é central nas decisões do esporte. “Estamos acelerando a adoção de novas tecnologias através de investimentos em combustíveis sustentáveis, tanto para aviação quanto para transporte marítimo”, destacou.

Jones também indicou que novas iniciativas estão a caminho. “Nos próximos anos, o programa Future Race Operations ajudará a alcançar reduções ainda mais substanciais, alinhadas às mudanças no calendário a partir da temporada 2026. Isso mostra que é possível ter operações sustentáveis globalmente sem comprometer o desempenho que caracteriza a Fórmula 1”, concluiu.




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