Ex-chefe da Haas aponta que McLaren deve “evoluir” e desenvolver seu próprio motor na F1

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F1 Ana Oliveira |

Guenther Steiner, ex-chefe da Haas na Fórmula 1, defende que a McLaren deve romper com seu status de equipe cliente e investir no desenvolvimento de sua própria unidade de potência. Segundo ele, a equipe britânica possui os recursos necessários para seguir o exemplo de Mercedes, Ferrari e Red Bull, que têm motores próprios.

Ao longo da sua história, a McLaren trabalhou com diversos fornecedores, como Mercedes e Honda, mas nunca fabricou seu próprio motor. Steiner aponta que essa dependência frequentemente serve como justificativa quando a equipe enfrenta dificuldades de desempenho.

“Eles são uma fabricante de carros; deveriam fazer seu próprio motor”, enfatizou Steiner durante o podcast The Red Flags. “Sempre que algo dá errado, a justificativa é: ‘Ah, o motor, não temos o mesmo que a Mercedes’”, complementou.

Steiner no podcast The Red Flags

Ele ainda recordou os problemas que a McLaren teve com fornecedores anteriores, como Renault e Honda, e destacou que é hora de a equipe ser mais autônoma. “Em algum momento, você precisa ser adulto, e eles têm dinheiro suficiente”, disse.

Steiner também reconheceu a competência de Zak Brown, CEO da McLaren Racing, em buscar investimentos. “O Zak é muito bom em vender essa equipe e conseguir patrocínios. Ao invés de deixar o dinheiro no banco, deveriam investir na construção de seu próprio motor. Isso enviaria uma mensagem forte e seria benéfico comercialmente para seus carros de rua”, opinou.

Ele ainda citou a Red Bull e a Audi como exemplos de fabricantes que decidiram investir em seus próprios projetos, buscando independência no esporte. “A Red Bull está se saindo muito bem depois de seus investimentos. A Audi também. Elas não querem depender da Ferrari; querem se estabelecer com seus próprios meios”, explicou.

Embora reconheça a complexidade e os altos custos para desenvolver um motor competitivo na Fórmula 1, Steiner pontuou que o primeiro desafio é financeiro, seguido pela necessidade de profissionais qualificados. “Não é fácil fazer um motor, mas sempre começa com o investimento”, concluiu.

Por fim, Steiner conclui que, se a McLaren não está satisfeita com sua situação atual, o caminho é buscar a própria independência. “Se você não está satisfeito com o que tem — e eles não estão — é hora de fazer algo a respeito”, finalizou.

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