Nem sempre o sabor amargo é um defeito. Aliás, no caso da chicória (também conhecida como escarola), ele é justamente o que faz da folha uma aliada da saúde digestiva. Tradicional na culinária brasileira, a verdura é famosa por estimular a produção de bile, substância produzida pelo fígado que é essencial para a digestão de gorduras. Por isso, seu consumo costuma estar associado a melhor digestão e menor sensação de estufamento após as refeições.
A folha também contém inulina, uma fibra prebiótica que serve de alimento para bactérias benéficas do intestino. Com isso, contribui para equilíbrio da microbiota, funcionamento intestinal e até regulação metabólica.

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Por que ela ajuda o fígado e o intestino
O amargor natural ativa receptores gustativos que sinalizam ao organismo que a digestão vai começar. Como resposta, há aumento de secreções digestivas, principalmente bile e enzimas.
Na prática, isso pode significar:
- Digestão mais eficiente de gorduras;
- Menor sensação de peso após comer;
- Melhora do trânsito intestinal;
- Apoio ao equilíbrio da microbiota.
A presença de fibras também ajuda a modular a absorção de glicose e colesterol, tornando a chicória interessante em rotinas de controle metabólico.
Como consumir no dia a dia
A forma mais comum é refogada rapidamente, mas ela também funciona crua ou combinada com outros vegetais para suavizar o sabor.
- Refogada com alho e azeite;
- Misturada à salada de folhas;
- Em omeletes;
- Em sopas e caldos.
Outro ponto positivo é a praticidade: a chicória cresce com facilidade em vasos ou pequenos canteiros, exigindo pouca manutenção e permitindo colheita frequente, dentro da sua própria casa.
A chicória mostra que o amargo pode ser funcional: apoia fígado, intestino e digestão, e ainda pode ser cultivada em casa, tornando a alimentação saudável mais acessível no dia a dia.
(*) Juliana Andrade é nutricionista formada pela UnB e pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional. Escreve sobre alimentação, saúde e estilo de vida







