“Estão ricos”: ex-delegado morto fazia dossiê sobre colegas da prefeitura

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O assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, em 15 de setembro, expôs um potencial esquema de fraude na Prefeitura da Praia Grande, onde ele tinha denúncias de irregularidades em licitações ligadas à empresa Peltier. Documentos encontrados em seu notebook indicam que Ferraz planejava apresentar um dossiê ao Ministério Público envolvendo servidores municipais, incluindo o subsecretário de Gestão e Tecnologia, Sandro Pardini.

Fraude e Conflito de Interesses

O inquérito, conduzido pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG), apura fraudes em ao menos 11 licitações entre 2021 e 2025. A vitória da Peltier em um pregão eletrônico levantou suspeitas: empresas como Avenue e Alerta foram desclassificadas por motivos técnicos questionáveis, permitindo que a Peltier emergisse como vencedora. As tensões entre Ferraz e servidores envolvidos estavam evidentes, culminando em reuniões tensas antes de sua morte.

Metrópoles

PCC e a Execução

Promotores descartaram a relação direta entre as fraudes e o assassinato, sugerindo que o crime foi planejado meses antes. O crime teria ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), conforme evidenciado por um “salve” de 2019 contra Ferraz. Testemunhas implicaram executores do PCC, embora a falta de provas concretas sobre mandantes tenha dificultado a acusação. A investigação, que permanece ativa, encontrou digitais de suspeitos em veículos usados durante a execução.

Em meio a tudo isso, a Prefeitura de Praia Grande reafirmou que o crime foi motivado por vingança do PCC, afastando a possibilidade de conexão com as atividades de Ferraz na secretaria. As medidas tomadas em relação aos servidores citados ainda estão indefinidas.

O caso continua demandando atenção e questionamentos. O que você acha sobre essas revelações? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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