
O setor de etanol de milho desponta como o protagonista do agronegócio brasileiro, com um crescimento que impressiona até os mais céticos. Marcos Rubin, fundador da Veeries, adverte: “quem não entrou, se arrepende.” O cenário é promissor, e as movimentações nesse mercado tornam-se cada vez mais intensas, como demonstrou a recente ruptura entre a Vibra, maior distribuidora de combustíveis do Brasil, e a Copersucar, uma das maiores produtoras de etanol de cana.
A ascensão do etanol de milho no Brasil
Com a expectativa de que, em 2026, haja uma saturação do mercado, Rubin prevê um cenário desafiador: “precisamos ajustar o perfil da demanda para absorver essa quantidade de produto.” Um aumento substancial na oferta pode pressionar os preços para baixo, enquanto a volatilidade do preço do petróleo, concorrente direto do etanol, apresenta um novo obstáculo.
O estado do mercado de etanol não é a única preocupação. A inflação dos alimentos, que no início do ano foi considerada uma ameaça ao IPCA para 2025, parece estar sob controle, mas as condições climáticas podem impactar seriamente a produção. “Temos que observar a safra que está por vir e seu impacto no cenário macroeconômico”, explica Rubin.
Desafios climáticos e o impacto nas commodities
As commodities, como a soja e o farelo — especialmente o DDG, subproduto do etanol de milho que é crucial para a alimentação do gado — estão enfrentando preços mínimos. Rubin esclarece: “Commodities dependem de choques de oferta, e isso requer vigilância nas próximas semanas.” Embora um atraso no plantio de soja tenha sido reportado, ele acredita que o aumento de 5% na área de safrinha em relação ao ano passado representa uma possibilidade encorajadora.
É possível que essas dinâmicas de mercado mudem drasticamente nos meses futuros. O que está claro é que o setor agropecuário brasileiro vive um momento de transformação e oportunidades como nunca antes. O que você pensa sobre a ascensão do etanol de milho no Brasil? Compartilhe sua opinião nos comentários!