O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou neste sábado uma nova ofensiva contra o Irã, após a Guarda Revolucionária iraniana atacar um navio comercial no Estreito de Ormuz. Esse é o terceiro ataque americano na semana em resposta a crescentes tensões na região.
De acordo com informações do Centcom, os bombardeios começaram às 19h15 (horário da costa leste dos EUA) e foram autorizados pelo presidente Donald Trump. O alvo do ataque iraniano foi o GFS Galaxy, um porta-contêineres de bandeira cipriota. O incidente resultou em um civil desaparecido e a embarcação sofreu danos severos, incluindo um incêndio que a impediu de prosseguir sua rota.
O Centcom declarou que a ação busca minimizar a capacidade do Irã de ameaçar civis e o tráfego marítimo na região. Isso ocorre em meio a um contexto mais amplo, onde a Guarda Revolucionária iraniana anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz após alegar que atingiu um navio que desrespeitou ordens para recuar. Segundo fontes iranianas, o ataque foi realizado por um míssil de cruzeiro, mas não houve confirmações independentes sobre o incidente.
Os detalhes sobre o navio atingido pelo Irã, incluindo sua identificação e a situação da tripulação, ainda não foram esclarecidos. Em resposta aos ataques, Teerã manteve a posição de que o estreito ficará fechado até que cessam as, segundo palavras do governo iraniano, “interferências americanas” na região.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, estava em Mascate conversando com autoridades de Omã sobre segurança na navegação. Omã sugeriu rotas alternativas, mas o Irã se opôs, reafirmando seu controle sobre a área. O Irã também criticou os EUA por revogar isenções que permitiam a venda de petróleo iraniano no mercado internacional, intensificando as tensões.
Enquanto isso, Trump informou que o cessar-fogo chegou ao fim, mas as negociações continuarão. As repercussões deste conflito crescente devem ser acompanhadas de perto, já que envolvem interesses regionais e globais importantes.
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