EUA intensificam ataques enquanto Trump sugere que Irã pode desaparecer

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Trump ameaça Irã e menciona possível “conclusão militar” após ataques recentes

27/06/2026 21:28

, atualizado 27/06/2026 21:39

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Anna Moneymaker/Getty Images
Donald Trump na Casa Branca

O presidente Donald Trump intensificou suas declarações contra o Irã, afirmando que a República Islâmica poderá “deixar de existir” caso os Estados Unidos decidam levar o conflito militar no Oriente Médio até suas últimas consequências. A declaração foi feita no dia 27 de junho, após uma nova série de ataques do Exército dos EUA em instalações iranianas no Estreito de Ormuz.

Trump fez a ameaça através de sua plataforma Truth Social, logo após os EUA atacarem alvos militares iranianos, alegando que o Irã violou um acordo de cessar-fogo firmado em 7 de abril e reforçado em 17 de junho com 14 pontos.

Recentemente, aeronaves americanas realizaram ataques em locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos, além de estações de radar que, segundo Trump, estavam em desacordo com o pacto. Ele destacou que essas ações eram uma resposta à “contínua agressão iraniana”.

“Pode chegar um momento em que não seremos mais capazes de ser razoáveis e seremos forçados a concluir militarmente o trabalho que começamos com tanto sucesso. Se isso acontecer, a República Islâmica do Irã deixará de existir”, alertou Trump.

O exército americano também informou que um ataque com drones do Irã contra um navio no dia 25 de junho quebrou o cessar-fogo e justificou os ataques mais recentes.

Na sexta-feira, 26 de junho, os EUA já haviam realizado um ataque inicial depois de dias de tensão crescente. O ataque tinha como alvo infraestruturas iranianas, se baseando em uma série de incidentes que incluíam um drone que atingiu um navio-tanque. A viagem de navios comerciais continua a ser monitorada na região, mas as autoridades americanas asseguraram que estão prontas para qualquer situação de confronto.

Histórico do Cessar-Fogo

Após a trégua de 17 de junho, que previa a liberação da navegação no Estreito de Ormuz, o conflito reacendeu devido a novos ataques de ambas as partes. O Acordo de Cessar-Fogo delineou 14 pontos, incluindo o fim das operações militares, respeito à soberania, retirada de bloqueios e reabertura do Estreito de Ormuz, um ponto estratégico que movimenta entre 20% e 25% do comércio global de petróleo.


Os 14 pontos do acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã

  • 1. Fim das operações militares.
  • 2. Respeito à soberania.
  • 3. Prazo para acordo definitivo.
  • 4. Retirada do bloqueio naval.
  • 5. Reabertura do Estreito de Ormuz.
  • 6. Plano de reconstrução econômica.
  • 7. Fim gradual das sanções.
  • 8. Compromissos nucleares.
  • 9. Manutenção do status quo.
  • 10. Exportação de petróleo.
  • 11. Liberação de ativos congelados.
  • 12. Mecanismo de monitoramento.
  • 13. Início das negociações finais.
  • 14. Aval da ONU.

No entanto, o acordo não detalha se o Irã pode ou não cobrar taxas pela passagem de navios, um ponto que gera tensão, já que os EUA afirmam que a travessia deve ser gratuita.

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