Ex-gestores de escola do DF são acusados de desviar verba de projeto social

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Imagem do projeto Na Moral

Em um desdobrar impactante na educação, o Centro de Ensino Fundamental (CEF) 120 de Samambaia, no Distrito Federal, se viu no centro de uma investigação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Ex-gestores da escola são acusados de desvio de verbas, um total de R$ 5 mil, destinadas ao projeto social Na Moral, concebido para promover ética e empatia entre os alunos.

A investigação levou ao afastamento dos diretores da escola, que permanecerão fora das funções por 60 dias enquanto se apura uma suposta fraude relacionada a assinaturas em atas de prestação de contas. Essas ações levantaram sérias preocupações sobre a transparência e a gestão financeira da instituição.

Idealizado pelo MPDFT, o Na Moral tinha, como objetivo, implementar oficinas e atividades que favorecem o desenvolvimento dos alunos em aspectos fundamentais de convivência social. A professora Fátima, com 18 anos de serviço na escola e 13 anos ao lado dos gestores acusados, foi a responsável por fazer a denúncia. Segundo ela, os diretores falharam em prestar contas sobre os recursos recebidos, questionando-se até mesmo se a verba foi, de fato, disponibilizada.

“É imoral que a verba destinada a um projeto que fala sobre ética e transparência tenha sido desviada de função”.

O relato ao MPDFT expôs que o dinheiro repassado ao CEF em agosto, por meio do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), nunca chegou às mãos corretas, resultando em sérias limitações na compra de materiais e na execução de atividades essenciais. Desesperadas por recursos, Fátima e suas colegas foram obrigadas a utilizar dinheiro do próprio bolso e a realizar campanhas de arrecadação entre os professores para garantir que os alunos não fossem prejudicados.

Com a falta de verba, o futuro da participação dos alunos na fase final do projeto, o Celebra, que ocorrerá em 26 de novembro, está ameaçado. O relatório enviado ao MPDFT pede urgência na regularização do repasse para assegurar não apenas o término das atividades planejadas, mas também para garantir que a escola não perca a chance de ser premiada por seus esforços educativos.

O MPDFT afirmou estar atento às investigações em andamento e que tomará as medidas apropriadas conforme os resultados da apuração. A Secretaria de Educação foi contatada para se manifestar sobre as denúncias, mas ainda não retornou.

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