Ex-secretária de Bem-Estar Animal é detida por fraudes em eutanásia com pagamento via Pix

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Uma investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul resultou na prisão da ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, sob suspeita de envolvimento em um esquema de eutanásias irregulares de cães e gatos. A operação, chamada Operação Carrasco, revelou que, enquanto arrecadava dinheiro para tratamentos de animais resgatados, Lopes utilizava tais fundos de maneira inadequada.

De acordo com as autoridades, Paula Lopes obtinha doações ao se apresentar como protetora dos animais, mas, segundo as investigações, realizava eutanásias em animais que ainda poderiam ser tratados. A prisão aconteceu na sede do instituto que ela mantinha, em Porto Alegre, e também resultou na detenção preventiva de dois veterinários que trabalhavam com ela. As acusações incluem maus-tratos, associação criminosa e estelionato.

Durante a operação, os investigadores apreenderam celulares, computadores e documentos que podem comprovar a relação da ex-secretária com o esquema. Um animal debilitado, apresentado em campanhas online, foi resgatado pelos policiais. As apurações indicam que mesmo após a exoneração de Paula em julho de 2025, o esquema de eutanásias continuou a ocorrer.

A Polícia Civil identificou que, em alguns casos, animais que eram mostrados ao público como estão em tratamento eram, na verdade, encaminhados para eutanásia. Em uma situação, quando uma veterinária levantou a hipótese de realizar exames para confirmar a presença de doenças, recebeu a orientação de proceder imediatamente com a eutanásia, sem qualquer investigação adicional.

Além disso, as campanhas de arrecadação continuavam mesmo após a eutanásia dos animais. As investigações estimam que cerca de **498 animais** foram submetidos ao procedimento durante os meses de gestão de Paula na secretaria. Também foi apurado que o instituto ligado à ex-secretária realizou **549 campanhas de arrecadação desde 2020**, recebendo mais de **R$ 672 mil** em doações de aproximadamente **14,5 mil pessoas**.

A situação levanta questões sérias sobre a ética na arrecadação de fundos para animais em situação vulnerável. O desfecho dessa investigação poderá trazer mudanças nas políticas de bem-estar animal e na forma como as doações são geridas. O que você acha sobre essa situação? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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