Vídeos revelam pacientes restritos em clínica de tratamento

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Imagem da Unidade Terapêutica Novo Recomeço

Um local que deveria proporcionar acolhimento e reabilitação tornou-se um cenário aterrorizante de violação de direitos humanos na Unidade Terapêutica Novo Recomeço, em Luziânia (GO). Relatos de ex-colaboradores e familiares expõem uma rotina de tortura com choques elétricos, sedação forçada e internações ilegais. Impressões e imagens chocantes mostram internos amarrados dentro da instituição, revelando a brutalidade que impera.

A Interdição e as Irregularidades

Na última quarta-feira, a unidade foi interditada pela Superintendência de Vigilância Sanitária (Suvisa), após uma ação integrada que constatou a permanência de pacientes mantidos involuntariamente. A clínica, que possuía um alvará de funcionamento válido, agora enfrenta a suspensão de suas atividades por irregularidades graves, já que, em 2025, havia sido alertada por operar sem licença sanitária e sem responsável técnico.

Desde a morte da proprietária, Geralda Bezerra de Morais, em março, as denúncias de abusos aumentaram, com Sebastião Lopes de Sousa, atual gestor, sob o foco das acusações. Ex-funcionários testemunharam que a captura dos pacientes muitas vezes envolvia violência e agressões, com relatos de pessoas chegando amarradas e com lesões.

Denúncias de Sedação e Condições Degradantes

Entre os relatos alarmantes, destaca-se a aplicação clandestina de sedativos por Sebastião, com pacientes chegando a convulsionar devido à administração inadequada de medicamentos. As condições dentro da unidade seriam paupérrimas, com 51 internos vivendo em um ambiente insalubre, onde refeições eram de baixa qualidade e falta de higiene era constante.

As histórias emocionantes de familiares revelam o impacto devastador que essas experiências tiveram na saúde mental dos internos. Uma mãe, por exemplo, relatou que seu filho saiu da unidade completamente transformado, apresentando comportamentos que o tornaram irreconhecível.

Diante das evidências, o Ministério Público de Goiás (MPGO) já lançou uma ação civil pública, pleiteando a interdição definitiva da unidade e solicitando avaliação dos internos para assegurar seus direitos e bem-estar.

Imagens da Rotina da Unidade

Enquanto a clínica não se manifestou oficialmente, a luta por justiça continua. É inaceitável que instituições que deveriam reabilitar estejam, na verdade, perpetuando abusos. Sua voz é fundamental: compartilhe sua opinião sobre esses gravíssimos relatos e proponha soluções para um tratamento digno aos nossos vulneráveis.

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