Kadu Gouvêa |
A Red Bull Racing aguarda uma resposta da FIA sobre uma polêmica que envolve o desempenho de sua unidade de potência na atual temporada da Fórmula 1. A equipe questiona a conclusão inicial do órgão regulador e espera uma nova análise sobre o sistema ADUO, que oferece vantagens para fabricantes com desempenho inferior no motor a combustão.
Esse sistema, criado para o novo regulamento das unidades de potência, permite que motores menos competitivos tenham acesso a mais tempo de testes e oportunidades de desenvolvimento. A FIA realiza três avaliações ao longo da temporada, e a saída da primeira análise, após o GP do Canadá, indicou a Red Bull Powertrains-Ford como a fornecedora de motor mais potente do grid, o que gerou descontentamento na equipe.
Laurent Mekies, chefe da Red Bull, afirmou que a equipe não discorda das regras, mas sim da interpretação dos dados. Ele ressaltou: “Concordamos que a hierarquia deve ser baseada na potência do motor a combustão. Não achamos que esse é o problema”. Mekies pediu uma análise detalhada, argumentando que não há evidências que sustentem a vantagem em relação à Mercedes.
Ele apresentou dados de desempenho em diferentes circuitos, argumentando que os resultados não apoiam a avaliação da FIA. Por exemplo, após o GP do Canadá, a Red Bull se classificou em sexto, enquanto em Mônaco foi apenas quatro centésimos atrás da pole position. Ele destacou que, em circuitos com alta sensibilidade à potência, a equipe também obteve posições médias.
No GP de Mônaco, a Red Bull solicitou um novo exame dos números, embora isso não tenha sido um apelo oficial. A FIA aceitou reavaliar as informações antes de uma decisão final, mas até agora, a situação permanece indefinida. De acordo com o GPblog, a FIA ainda está analisando os dados e não anunciou quando divulgará o resultado para a equipe e o público.