31 agosto, 2025
domingo, 31 agosto, 2025

Flávio Bolsonaro “parabeniza” Lula: “Você conseguiu ferrar o Brasil”

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Flávio Bolsonaro e Lula

Na noite de quarta-feira, 9 de julho, Flávio Bolsonaro, senador pelo PL, usou suas redes sociais para lançar uma irônica “parabenização” a Luiz Inácio Lula da Silva. A mensagem visava criticar o anúncio do presidente americano Donald Trump sobre a tarifação de 50% sobre produtos brasileiros. Para Flávio, essa ação é uma evidência clara do falhanço na política internacional do Brasil, que, segundo ele, “conseguiu ferrar o Brasil”.

O senador não poupou palavras ao se referir a essa situação: “Você está com raiva dos brasileiros? Seu anti-patriotismo não tem limites!”, disparou, ao afirmar que o vexame atual é fruto das provocações feitas por Lula à potência americana. A indignação de Flávio evidencia um clamor por uma política externa mais prudente e conciliatória.

Parabéns Lula, você conseguiu ferrar o Brasil!

Você está com raiva dos brasileiros? Seu anti-patriotismo não tem limites!

Depois de tantas ações provocando a maior democracia do mundo, tá aí o resultado do vexame da sua política internacional ideologizada.

Desde Janja, mandando… pic.twitter.com/juXalYX8iW

— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) July 9, 2025

Segundo o senador, a decisão dos Estados Unidos é um reflexo de um governo que se sustenta em aumentos de impostos, afetando diretamente os trabalhadores brasileiros. “O Brasil agora enfrenta uma taxa de 50% nas exportações para os EUA, uma consequência direta da sua gestão”, argumentou Flávio. Essa crítica ressalta a preocupação crescente com as sanções comerciais e suas consequências para a economia nacional.


Trump e suas tarifas

  • Trump tem ameaçado aplicar tarifas severas, especialmente a países do Brics, em resposta ao que considera desinteresse comercial.
  • O presidente já falou em taxas de até 100% caso empresas não se adequem aos interesses americanos.
  • A reação de Lula à taxação foi anunciar medidas por meio da Lei de Reciprocidade Econômica.
  • Trump deixou claro que pode reavaliar a medida caso o Brasil abra seu mercado, destacando a dinâmica comercial entre os países.
  • A efetivação dessa nova tarifa está prevista para 1º de agosto.

Bolsonarismo sob pressão

Embora figuras do bolsonarismo tentem culpar Lula e o STF, setores da economia, como o agronegócio, expressaram preocupação e pedem intervenções firmes. A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) destacou que a nova taxação pode prejudicar o agronegócio brasileiro, acarretando efeitos diretos na competitividade e no câmbio.

“A nova alíquota produz reflexos diretos e atinge o agronegócio nacional, impactando o custo de insumos e a competitividade das exportações”, afirmaram os representantes da FPA.

Joaquim Passarinho, presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, também criticou a decisão de Trump, considerando-a exagerada, e ressaltou que tal atitude não beneficia só o Brasil, mas prejudica também a economia americana.

CNI e Amcham expressam preocupações

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou surpresa e preocupação diante da imposição das tarifas, ressaltando que não houve justificativa econômica adequada. A prioridade, segundo a CNI, deve ser a intensificação das negociações para preservar laços comerciais históricos.

A Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil) também se mostrou alarmada, apontando potencial para impactos severos no mercado de trabalho e nas cadeias produtivas integradas entre os países.

Eduardo Bolsonaro critica e responsabiliza

Eduardo Bolsonaro, deputado licenciado e atualmente nos Estados Unidos, lamentou as tarifas e atribuiu a responsabilidade a Alexandre de Moraes, sugerindo que tal cenário não teria ocorrido no governo de seu pai. Ele destacou que vem mantendo diálogo com autoridades americanas para esclarecer a realidade brasileira.

“A carta do presidente Trump confirma nosso esforço em transmitir a realidade do Brasil”, afirmou Eduardo, reforçando seu compromisso de diálogo constante com os EUA. Sua análise também inclui críticas ao apoio político a Moraes, insinuando que isso contribui para a situação atual.

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