O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou sua viagem aos Estados Unidos para defender o sistema de pagamentos Pix durante uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). A audiência, que ocorrerá em 7 de julho, buscará discutir a proposta de novas tarifas sobre produtos brasileiros, algo que Flávio considera prejudicial para o Brasil.
Em um evento no Rio de Janeiro, o senador expressou preocupação com a falta de defesa dos interesses brasileiros pelo governo nas negociações comerciais com os EUA. “Vou lá defender o nosso Brasil”, afirmou Flávio, ressaltando que o Pix é uma conquista nacional criada sem taxas durante a administração de Jair Bolsonaro. Ele criticou a atual gestão, indicando que o presidente brasileiro não está priorizando as empresas do país.
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No dia anterior à sua declaração, Flávio encaminhou um pedido formal ao USTR para postergar a taxa adicional de 25% sobre produtos brasileiros por 180 dias. Ele argumentou que uma implementação imediata beneficiaria politicalmente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto prejudicaria as empresas de ambos os países.
Pix entra no centro da disputa comercial
Na sua manifestação ao governo americano, Flávio destacou o Pix como parte da investigação comercial em andamento, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Ele defendeu que o sistema de pagamentos instantâneos não compete diretamente com empresas de cartões e que não substitui outros serviços financeiros importantes, como concessão de crédito e resolução de disputas.
Para mitigar preocupações dos EUA, o senador propôs que o Pix não seja integrado a sistemas financeiros transfronteiriços que são considerados “não ocidentais”. Flávio também rebateu as alegações de conflito de interesse, descrevendo-as como exageradas e reafirmando que o Pix é um produto do governo anterior.
A audiência do USTR representa a fase final de uma investigação mais ampla sobre as práticas comerciais brasileiras associadas a comércio digital, tarifas de importação, propriedade intelectual, mercado de etanol e desmatamento. Além de Flávio Bolsonaro, a sessão contará com representantes da indústria brasileira, empresas americanas e especialistas em comércio internacional. As contribuições durante as audiências ajudarão o governo dos EUA a decidir sobre as novas tarifas, com a decisão prevista para este mês.
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