Antes da divulgação dos resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26) da Gerdau (GGBR4), analistas de diferentes bancos e casas de análise ajustaram suas previsões para a empresa. A impressão geral é de que a Gerdau está em um bom momento, tanto no Brasil quanto na América do Norte.
A XP Investimentos, por exemplo, revisou suas estimativas para o setor de aço brasileiro e reforçou sua recomendação de compra para a Gerdau, mesmo reconhecendo que outras empresas também estão se destacando. O preço-alvo estipulado para o final de 2026 prevê uma valorização de 24%, chegando a R$ 28 por ação. A XP projeta que o lucro operacional da Gerdau deverá atingir R$ 12,6 bilhões em 2026 e 2027, impulsionado pela recuperação no Brasil e pela boa performance nos EUA.
Já o banco Citi afirmou que a melhora nas margens operacionais no Brasil superou as expectativas e gerou um aumento na receita por tonelada. O Citi manteve sua recomendação de compra, aumentando o preço-alvo de R$ 27 para R$ 29. A reestruturação nas vendas também contribuiu para revisar para cima as projeções até 2026 e além. Espera-se que a receita por tonelada cresça de 3% a 4% em relação ao trimestre anterior, refletindo o repasse de preços, tanto nos aços longos quanto nos aços planos.
Operação na América do Norte
Para a XP, as margens na América do Norte devem se manter em torno de 26% em 2026, com previsão de normalização para aproximadamente 23% em 2027. O Citi destacou a resiliência das operações norte-americanas, prevendo preços altos para o futuro, favorecidos por um ambiente regulatório mais estável sob o Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA).
Até o próximo ciclo eleitoral nos Estados Unidos, as incertezas políticas devem ser reduzidas, o que contribui para um panorama positivo. O Citi espera que o lucro operacional (Ebitda) da Gerdau no 2º trimestre seja de R$ 2,422 bilhões, um aumento de 7% em relação ao cálculo anterior de R$ 2,273 bilhões. Para o ano, a expectativa é de um Ebitda de R$ 9,651 bilhões.
Os especialistas acreditam que a Gerdau continuará alinhando seus preços aos dos principais concorrentes e poderá se beneficiar de margens operacionalmente mais enxutas. Com todo esse cenário favorável, a expectativa é de um futuro promissor para a companhia.
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