Gleisi busca Motta para barrar PL que equipara facções a terroristas

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Gleisi Hoffmann

Em um cenário político acirrado, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, mobilizou sua equipe para enfrentar a proposta polêmica que visa classificar facções criminosas como grupos terroristas. Essa articulação, realizada na última quarta-feira (5/11), envolveu uma série de ligações estratégicas, especialmente para Hugo Motta (Republicanos-PB) e outros líderes partidários, com o objetivo de barrar a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.

A pressão foi tamanha que o presidente da Câmara, em resposta, também se posicionou contra a proposta. Após conversas com Motta, o chefe da CCJ, Paulo Azi (União-BA), concordou em adiar a análise deste projeto. Azim declarou que preferia esperar orientações do presidente da Câmara, uma vez que o funcionamento remoto da Casa tornava a discussão mais complexa.

“Não podemos pautar nas próximas semanas. A Câmara vai funcionar remotamente, e é necessário discutir um tema tão delicado. Vou aguardar uma decisão do presidente sobre como proceder com a proposta”, afirmou Azi, revelando sua cautela em relação ao assunto.

“Vamos ver como o rito do projeto do governo se desenrolará, se será apensado ou tratado separadamente. Há muitas nuances a serem consideradas”, completou o parlamentar.

Durante sua visita ao Congresso, Gleisi reafirmou a posição do governo, que se opõe firmemente à equiparação das facções criminosas a organizações terroristas. A manobra da ministra e sua equipe reflete a preocupação em manter o debate seguro e fundamentado, numa tentativa de preservar a integridade da legislação e das políticas públicas.

Agora, a questão que fica no ar é: quais serão os próximos passos nessa trajetória política? Continue acompanhando as notícias e compartilhe sua opinião abaixo. O que você acha dessa estratégia? O governo deve realmente barrar essa proposta?

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